Palmeiras aposta em recuperação psicológica
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quinta-feira, 19 de abril de 2012
Agência Estado 
São Paulo - Frustrações do passado fazem com que um momento ruim no Palmeiras se torne um verdadeiro pesadelo. No clube, chegou-se a conclusão que o maior problema não é o treinador ou os jogadores, mas, sim, o fator psicológico. Por isso, a diretoria trabalha com a possibilidade de recorrer a ajuda de um especialista para tentar fazer as coisas voltarem ao seu normal - já são quatro derrotas nos últimos cinco jogos do Paulistão, que deixaram o ambiente conturbado.
No ano passado, a situação foi parecida. O time estava muito bem no Paulistão e na Copa do Brasil, mas em quatro dias foi goleado pelo Coritiba por 6 a 0 e eliminado no campeonato estadual pelo rival Corinthians. O clube, que vivia calmaria, se transformou em uma tormenta que parecia sem fim. O presidente Arnaldo Tirone e o técnico Luiz Felipe Scolari não querem ver o filme se repetir. Por isso, tentam resolver o problema com uma ajuda externa.
A diretoria espera para ver a reação da equipe contra o Guarani, domingo, em Campinas, pelas quartas de final do Paulistão, para decidir o quanto um psicólogo poderá ajudar. ''Pelo que conversamos com o time, a postura será diferente contra o Guarani. Se não acontecer, veremos o que pode ser feito para ajudar o time'', admite Tirone.
O gerente de futebol do clube, César Sampaio, afirma não saber os motivos da queda de produção palmeirense. ''Não entendemos o que acontece. O time é o mesmo do início do ano, os treinos, a formação tática... Tudo. Temos ferramentas de controle e avaliação para tentar descobrir o que pode estar acontecendo'', disse o dirigente.


