São Paulo - O Palmeiras tenta, mas sabe que só uma reviravolta histórica no futebol brasileiro pode fazer com que aconteça algo em relação à polêmica arbitragem de Francisco Carlos Nascimento, que anulou o gol de mão marcado por Barcos na derrota de sábado para o Inter, por 2 a 1, no Beira-Rio. O que joga contra os palmeirenses é a falta de provas de que realmente existiu uma ajuda externa para o árbitro poder anular o gol.
O procurador do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmidt, explicou que aguarda por uma denúncia do Palmeiras, mas acredita ser difícil que algo mude no jogo vencido pelo Inter por 2 a 1, já que o clube não terá como provar a acusação de interferência externa.
''Temos de esperar uma atitude do Palmeiras. É o clube que tem de provar que houve interferência externa e, depois, mostrar a violação da regra que caracterizaria o erro de direito. Feito isso, podemos analisar a possibilidade de impugnar o resultado do jogo'', explicou o procurador. Mas Paulo Schmidt acha pouco provável a mudança do resultado do jogo ou até mesmo o cancelamento da partida.
O Palmeiras tem até amanhã para reunir provas e fazer a denúncia, mas o problema é conseguir comprovar a suposta irregularidade. ''Estamos conversando para ver como podemos reunir provas, mas é algo quase impossível. Só se o árbitro admitir que alguém de fora o avisou.
Pelo regulamento, apenas os responsáveis pela arbitragem podem interferir no resultado. O quarto árbitro, por exemplo, poderia avisar ao árbitro principal da irregularidade. O que não pode é um fator externo se responsável por isso, mesmo que seja o delegado da partida, já que sua função é apenas observar a atuação dos árbitros.
O Palmeiras alega que o delegado da partida foi informado que Barcos fez o gol com a mão por uma repórter de TV e que, com isso, avisou o quarto árbitro, que imediatamente avisou a Francisco Carlos Nascimento para anular o lance.

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