São Paulo - Vitórias, empenho, honra, vergonha. Cobrem o que quiser do Palmeiras, menos coerência. Depois do decepcionante empate por 1 a 1 com o Flamengo, no Palestra Itália, que obriga a equipe a vencer o Vitória na última rodada da primeira fase, domingo, em Salvador, se quiser evitar o rebaixamento para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, jogadores e integrantes da comissão técnica palmeirense perderam a referência.
A pressão provoca declarações que, normalmente, surgem apenas em contextos mais íntimos. A principal delas é em relação à polêmica e atrapalhada arbitragem de Giuliano Bozzano. Além de confirmar gol irregular do Palmeiras (Nenê estava impedido), ele anulou gol legítimo do Flamengo, que representaria a vitória carioca.
Mas o que os palmeirenses pensam sobre o fato de terem sido ajudados? ''Ainda bem, né! Senão teríamos perdido o jogo e estaríamos em uma situação bem pior'', afirmou o goleiro Sérgio, que aproveitou para confirmar viagem a Aparecida após a despedida na Bahia. E faz questão de ressaltar que não é para agradecer ao árbitro pelo erros. ''Vou levar minha camisa e luvas autografadas para agradecer por esse momento que estou passando. Não é fácil entrar no time numa situação como essa'', explicou. Ele só não marcou a data.
Já o técnico Levir Culpi se esforça, mas não consegue se manter coerente quando fala sobre o assunto. ''Concordo que erraram a nosso favor. Mas já nos prejudicaram contra o Santos, São Paulo, Vasco e Atlético-PR'', afirmou o treinador. Mas um erro justifica o outro? ''Não, não é bem assim. Não sei, mas não vou ficar aqui defendendo o Flamengo, né?''
Uma cena inusitada aconteceu com o zagueiro César depois do jogo. Na saída do Palestra Itália, o jogador pegou táxi a fim de voltar para casa. Na direção, um motorista palmeirense, desesperado. ''Rapaz, o motorista disse para a gente não deixar o time cair porque não aguentava mais a tiração de sarro do pessoal que trabalha com ele'', contou.

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