Principal reduto esportivo da colônia italiana na zona oeste da capital paulista, o Palmeiras está utilizando a tática de seus patrícios da Mooca (zona leste) para atingir seus objetivos fora de casa. Assim, a equipe de Marco Aurélio vem atuando com uma colocação defensiva similar às adotadas por Milton Buzetto e Candinho, atual consultor-técnico da seleção brasileira, na equipe do Juventus nos anos 70 e 80, respectivamente.
Nesta época, o Juventus ficou conhecido como ‘‘Moleque Travesso’’, por causa de sua tática: diante de equipes consideradas grandes, fechar-se na defesa e surpreender os adversários no contra-ataque. Dessa maneira, a equipe conseguiu vencer diversas vezes, aprontando muitas travessuras.
Outro sistema que pode ser comparado ao utilizado pelo Alviverde é o chamado ‘‘ferrolho suíço’’, adotado pela seleção da Suíça entre os anos 30 e 50. As duas últimas vitórias do Palmeiras – contra o Santos, por 3 a 2, na Vila Belmiro, pela Copa João Havelange, e contra o Independiente, por 2 a 1, na Argentina, pela Copa Mercosul – aumentaram bastante a confiança do técnico Marco Aurélio neste método de armar o time do Parque Antártica.
Mesmo com o baixo investimento da diretoria em reforços, Marco Aurélio sempre foi um simpatizante de defesas destruidoras, como a que montou no Cruzeiro para conquistar o título da Copa do Brasil deste ano, diante do São Paulo.
O técnico também não mostra preocupação quanto ao excesso de punições. Seu time é o que mais recebeu cartões na João Havelange, chegando a 24 amarelos e 8 vermelhos. ‘‘Os jogadores têm feito faltas normais’’, analisa Marco Aurélio.

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