São Paulo - Com medo da reação de seus torcedores, a diretoria do Palmeiras vem tomando algumas medidas para garantir a segurança de jogadores e membros da comissão técnica. A primeira foi tomada logo após a goleada de 6 a 0 sofrida para o Coritiba, na quinta-feira, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Ao invés de retornar de Curitiba para São Paulo de avião, a delegação encarou cerca de 400 km de ônibus. No sábado, o treino foi cancelado.
Já ontem, o treino foi fechado para a imprensa. Apenas jogadores e integrantes da diretoria e comissão técnica puderam entrar na Academia de Futebol, na Barra Funda (zona oeste da capital paulista).
O clube chegou a reforçar a segurança, mas nenhum torcedor apareceu.
O confronto de volta com o time paranaense será amanhã, no Pacaembu, mas a procura por ingressos nas bilheterias do Parque Antarctica é pífia. Entre as 14h e as 15h de ontem, apenas um torcedor comprou um bilhete.
Para se classificar às semifinais, o Palmeiras precisa, no mínimo, devolver o resultado do jogo de ida e assim levar a decisão aos pênaltis.
Brasileirão
O Palmeiras anunciou ontem que vai mandar o seu jogo contra o Botafogo, pela estreia do Campeonato Brasileiro, no Estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto. O jogo está marcado para 22 de maio.
O duelo será realizado fora da capital paulista já que o clube perdeu dois mandos de campo em virtude dos incidentes no clássico contra o Corinthians -derrota por 1 a 0, realizado em 24 de outubro, no Pacaembu. Pela perda do mando, os clubes têm que sediar a partida a uma distância mínima de 100 km da capital.
O Palmeiras cumpriu um jogo da pena no duelo contra o Atlético-MG - derrota por 2 a 0 -, quando mandou o jogo na Arena da Fonte, em Araraquara. A segunda partida da suspensão teria que ser cumprida contra o Fluminense, mas o clube conseguiu um efeito suspensivo. Com isso, o jogo foi realizado na Arena Barueri.

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