Palco nobre para despedidas ilustres
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sábado, 13 de maio de 2006
Mauricio Fonseca<br> Agência O Globo 
Rio de Janeiro - A Copa do Mundo é o momento máximo na carreira de qualquer jogador de futebol. E o Mundial da Alemanha será palco do último ato do craque Zinedine Zidane com a camisa da seleção francesa. Aos 33 anos completará 34 durante o Mundial o francês de origem argelina já anunciou que não vestirá mais a camisa azul depois da Copa. E garante que desta vez será para valer.
Muita gente discute se Zidane superou Michel Platini, indiscutivelmente o grande craque do futebol francês até a década de 90. Bem, se a comparação for feita levando em conta apenas Copas do Mundo, o craque do Real Madrid pode ser apontado o melhor, mesmo só tendo jogado seis partidas em duas edições.
Platini disputou três Mundias. Chegou às semifinais em 82 e 86 em 78, a França foi eliminada na primeira fase. Já Zidane jogou até agora as Copas de 98 e 2002. Há oito anos, se consagrou como o grande responsável pela conquista inédita da França. Mas engana-se quem acha que ele levou os ''Blues'' à final.
Dos sete jogos feitos pela França em 98, Zidane só participou de cinco, já que foi expulso na primeira fase contra a Arábia Saudita e pegou dois jogos de suspensão. Mas acerta quem afirma que o craque fez a diferença na final contra o Brasil. E isso foi o que passou à história. Zidane, que não havia feito um gol sequer até então, fez dois na vitória de 3 a 0, comandou sua equipe, e acabou eleito, com justiça, o craque do Mundial. Já em 2002 deu tudo errado. Machucado, Zidane só jogou uma partida, na derrota de 2 a 0 para a Dinamarca. A França foi eliminada na primeira fase sem marcar um gol sequer.
''Zidane foi na média o maior jogador do mundo nos últimos dez anos. É um jogador fora de série. E brilhou numa Copa do Mundo, que é a competição que consagra mundialmente o jogador'', afirma o ex-craque Júnior, que disputou as Copas de 82 e 86.
Para o ex-jogador do Flamengo, que este ano ajudará Zico na seleção japonesa, disputar uma Copa é o sonho de todo jogador. Ganhá-la, é a sublimação. ''O George Weah foi eleito o maior jogador do mundo no início da Copa de 90 e nunca disputou um Mundial. Ficou faltando alguma coisa na sua bela carreira'', afirma Júnior.
Estréia e despedida Eleito o craque da Europa em 2003, o tcheco Pavel Nedved, 33, encerraria sua carreira sem sentir o prazer de disputar uma Copa. Mas quis o destino que aos 45 minutos esta injustiça fosse corrigida. Nedved ajudou a República Tcheca a se classificar para o Mundial, conquistando a vaga na repescagem, diante da Noruega. Será a estréia e a despedida de Nedved das Copas.
Apesar de se comportar como quem ainda tem muitos anos de carreira pela frente, Cafu, capitão da seleção brasileira, deve dar adeus às Copas este ano. O lateral, que completará 36 anos dois dias antes do início do Mundial, é dono de uns dos currículos mais vencedores da história das Copas. Disputou três mundiais, foi campeão duas vezes e é o único jogador a ter participado de três finais de Copa consecutivas. Um adeus com um terceiro título seria o desfecho perfeito para Cafu.


