PAL X SAN - NEM REZANDO
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 25 de março de 2013
MAURO BETING<br>[email protected] 
VISÃO DE JOGO


"Palmeiras 0 x 0 Santos foi o jogo com o maior acerto de palpites da história do futebol mundial " A tuitada do jornalista Vitor Guedes é precisa ao final de um clássico que acabou tão mal quanto começou. E que ninguém esperava algo muito melhor que isso. Os poucos torcedores que enfrentaram a chuva fraca sabiam o que viriam e pouco vaiaram ao final da partida pobre.
Clássico que foi do Palmeiras no primeiro tempo, mais equilibrado na segunda etapa, e pouco representativo da história de um confronto que já foi Palmeiras 6 x 7 Santos, pelo Rio- São Paulo de 1958. Partida indigna de um confronto entre equipes que dominaram o futebol paulista e brasileiro nos anos de ouro do futebol brasileiro. E que acabou representando mais um jogo chocho. Sem graça como muitas partidas tão arrastadas quanto a longa fase classificatória do Paulistão.
Kleina já não tem grande elenco. Sem os titulares Valdivia, Kleber, Souza, Vilson, e vá lá, Kleber, fez o que poderia. E não foi muito. Adiantou os volantes Charles e Wesley como meias, abriu o bom Leandro pela esquerda, e deixou o inexperiente Caio brigando com os zagueiros santistas. Sem Neymar e Montillo, Muricy optou por um ousado 4-3-3, com os jovens Giva e Neilton pelas pontas.
O Palmeiras começou melhor, e poderia ter feito algo mais no primeiro tempo se tivesse mais categoria, entrosamento e confiança.O Santos teve apenas duas chances. Na segunda etapa, Muricy mudou o esquema, e foi menos pior: Renê Júnior e Alan Santos fizeram boa dupla, liberando Arouca, Cícero e Giva para armarem para André. Do 4-3-3 ao 4-2-3-1, o Santos equilibrou o jogo. Também por que o Palmeiras teve menos criatividade no terceiro clássico sem gols e emoção. Algo que vai muito além do regulamento ruim e do calendário sem cabimento.




