O jeitão simpático e a história deste modelo alemão que fez, e faz, parte da história de boa parte das famílias brasileiros são alguns dos fatores que atraem a atenção dos admiradores do automobilismo para o Campeonato Metropolitano de Speed Fusca, realizado no Autódromo Ayrton Senna, em Londrina, junto com o Campeonato de Marcas. Do lado de fora, o carro que chegou ao Brasil há quase 50 anos também domina as atenções.
Para enfrentar as pistas, os Fuscas sofrem adaptações na caixa de câmbio, suspensão, freios e motor, que permitem que os ''besouros'' cheguem a até 170 km/h na reta. Isso tudo, no entanto, tem um custo: o Fusca de competição ''bebe'' um litro de combustível a cada dois quilômetros.
Líder do campeonato, Luiz Felipe Preto passou por outras categorias mas foi na Speed que se encontrou. ''É a que mais gosto e a que dá mais emoção'', confessou. Vencedor da primeira bateria e segundo no campeonato, Adilson Moreno, bicampeão da Speed que retornou após oito anos, é outro apaixonado pelo carro. ''O Fusca é muito difícil de pilotar. Por ser antiquado, traz muita emoção e todo brasileiro gosta porque já teve um.'' Ele só não gostou da disputa com os Gols da ''Marcas'', que ''atrapalharam'' muito nas curvas.
Cirurgião cardíaco e piloto de final de semana, Gualter Pinheiro Júnior ficou lá atrás na classificação mas nem por isso o coração dele teve trégua: ''dentro do carro, ele trabalha a 140''. Emoção comprovada pelo vendedor Juninho Sansão, de Sarandi (Noroeste do Estado), que assistiu a corrida pela primeira vez. ''É filé. Os pegas são muito legais'', afirmou, enquanto fotografava os Fuscas após a prova.
Motovelocidade
O Autódromo Internacional de Londrina também sediou ontem a 2 etapa da Copa APSBK Mercosul de Superbike 2008, que reuniu cinco categorias diferentes, e também da Motovelocidade 135/250 cc. Na primeira bateria da Copa APSBK, disputada pela manhã, Elton Rodrigues foi o primeiro na classificação geral. Os resultados da segunda bateria seriam divulgados apenas hoje.

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