São Paulo, 23 (AE) - A paixão dos associados pelo clube frequentado desde a juventude mantém o Nacional como um dos mais tradicionais times da cidade. Fundado em 1919 por funcionários da antiga São Paulo Railway, a empresa ferroviária do Estado, a equipe da Rua Comendador Sousa depende, atualmente, de seus sócios para levar torcedores ao estádio.
Os que foram hoje assistir à primeira partida da final da primeira fase da Série A3 do Campeonato Paulista, saíram felizes com a vitória por 1 a 0 sobre o Olímpia - gol de Rogério. Na partida de volta, um empate garante ao time da capital a volta à Série A2 após cinco anos.
A torcida é formada, principalmente, por pessoas que têm mais de 40 anos, mas os jovens também aparecem no Estádio Nicolau Alayon. O funcionário público Cláudio Aguiar Nascimento, de 38 anos, virou um fanático pelo Nacional em 1984, quando tornou-se sócio do clube. Hoje, acompanha todas as partidas, sejam na capital ou no interior.
"Para viajar e ver o jogo, peço dispensa de um dia no trabalho", afirma. Para ele, a paixão pelo time fica comprovada nas piores situações e, como bom torcedor, assiste ao jogo do lado do ataque do Nacional. "É muito difícil torcer por uma equipe da Terceira Divisão", explica. "O único interesse é conquistar o acesso à elite do futebol paulista."
O comerciante Roberto de Oliveira, de 55 anos, frequenta o clube desde os 10 anos. Mesmo torcendo também pelo Corinthians, ele está perto quando o Nacional participa das principais decisões. "Desde o tempo em que brincava nas piscinas, foi criada uma afinidade muito grande."

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