País só teve Copa sem concorrência
São Paulo, 10 (AE) - Em outras três oportunidades, a Confederação Brasileira de Desportos (CBD), mais tarde Confederação Brasileira de Futebol (CBF) entrou com pedido oficial na Fifa para organizar a Copa do Mundo no Brasil. Só quando não teve concorrência conseguiu esse direito.
Na fim da década de 30, com o crescimento do esporte no País, a CBD apresentou, sem concorrência, uma proposta para organizar a primeira Copa do Mundo pós-Segunda Guerra. Na Europa, por causa da catástrofe financeira e social, diversos países recusaram a oferta.
A CBD também teve dificuldades em organizar a tabela com apenas 13 equipes, pois não mais do que 33 disputaram as eliminatórias e, depois, mais cinco classificados desistiram. Os 50 milhões de brasileiros que não foram ao Maracanã escutaram a final em 950 aparelhos de rádio.
A segunda proposta de organização de Copa do Mundo ocorreu, às pressas, em 1982. O evento, que, em 1986, seria realizado na Colômbia, foi cancelado, porque o presidente do país, Belisário Betancur, preferiu dar atenção a outras prioridades. Brasil, Canadá, Estados Unidos e México apresentaram propostas. Por falta de condições financeiras, o governo brasileiro abandonou o negócio e os mexicanos conseguiram o direito, porque tinham maior infra-estrutura. Cerca de 2,4 milhões de torcedores viram os jogos ao vivo.
A última vez que o Brasil apresentou uma proposta foi em 1988, relativa a 1994. Estados Unidos e Marrocos também demonstraram interesse. A decisão final, anunciada no dia da independência norte-americana, não poderia ser diferente. A Fifa anunciou a realização do evento nos Estados Unidos. Pela primeira vez, os inspetores da entidade reprovaram um país (Brasil), por falta de segurança nas cidades do Rio e São Paulo. A Copa foi vista por cerca de 3,5 milhões de torcedores.





