Paiquerê vai para sua sexta Copa do Mundo
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sábado, 01 de outubro de 2005
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
A Rádio Paiquerê AM já está garantida na Copa do Mundo de 2006. Os direitos de transmissão do Mundial da Alemanha foram comprados esta semana pela emissora, que vai para sua sexta cobertura seguida do evento mais importante do futebol mundial.
Das 5.711 rádios brasileiras, a Paiquerê e apenas mais 16 emissoras estarão na Alemanha (veja quadro ao lado). Pelos direitos, a rádio londrinense (a única do interior do Brasil que transmirirá a Copa) pagou US$ 75 mil dólares (cerca de R$ 172 mil) à Rede Globo de Televisão. Deste valor, US$ 50 mil foram pagos em dinheiro, à vista. O restante será quitado em comerciais da emissora carioca.
Com a sexta cobertura de um Mundial, a Rádio Paiquerê AM se consolida como uma das principais emissoras brasileiras. Isso graças à perseverança e ousadia do comandante da Equipe Total, João Batista Faria, ou apenas J.B. Faria. Aos 60 anos, sendo 43 dedicados ao radialismo, o proprietário da emissora não mede esforços para levar todas as emoções do futebol aos ouvintes, onde quer que seja.
Tudo começou em 1986, quando enviou o repórter Gil Rocha e o narrador Alcir Ramos para o México, junto com a equipe da Rádio Cidade, de Curitiba. De lá para cá não parou mais. Nas edições seguintes, não dividiu os estúdios com nenhuma outra emissora. Estava criada a rede Paiquerê de rádio, comentou Faria.
A partir da Copa de 90, na Itália, a Paiquerê passou a ser retransmitida em cadeia para todo o Brasil. Na Copa de 2002, promovida em conjunto por Coréia e Japão, foram 54 emissoras de 15 estados em cadeia. No próximo ano, esse número deve aumentar. A qualidade da cobertura é o que desperta o interesse. Primamos pela cobertura de alto nível, ressaltou o empresário.
Ele não cobra nada das emissoras que entram em cadeia. É uma divulgação da emissora, do nosso anunciante e de Londrina pelo Brasil inteiro. Quanto mais longe for, mais valorização a Paiquerê tem. Foi isso que deu essa dimensão para a emissora. Onde vamos somos reconhecidos, comemorou Faria.
Para ter essa qualidade na cobertura, J.B. Faria estima gastar algo em torno de R$ 400 mil, incluindo direitos de transmissão. Ele já adquiriu um estúdio no Centro de Imprensa em Munique, onde será disponibilizada uma linha telefônica 24 horas por dia interligando os estúdios da Alemanha aos de Londrina, a partir do dia 6 de junho de 2006.
Copa das rádios - A cobertura é bastante ampla e não se resume apenas aos jogos da seleção brasileira. Treinos do Brasil e dos outros times, eventos ligados à Copa, cultura, política, costumes e curiosidades do país sede, tudo será levado aos ouvintes durante a estada da Equipe Total na Alemanha. Será a Copa das rádios, porque tudo vai acontecer das 12 horas às 18 horas, num horário em que a maioria dos torcedores está trabalhando, observou Faria, que cuida de tudo pessoalmente para que não saia nada errado.
Em 2004, a Paiquerê foi a única rádio a acompanhar no estádio todos os jogos da seleção brasileira. A Paiquerê é considerada a primeira em transmissões no exterior da seleção. Isso deu uma projeção nacional. É a rádio do Paraná que todo o Brasil conhece. Jamais imaginei chegar num ponto como este, afirmou.
As cotas de patrocínio já começam a ser comercializadas. A emissora colocou oito cotas majoritárias à disposição, no valor aproximado de R$ 60 mil cada, diluídos durante o ano, mas existem também os pacotes mais populares. Meu primeiro pensamento é cobrir os custos. O lucro seria extraordinário, disse Faria.


