elevado por muitos à condição de "santo" após o jogo anterior
é um goleiro comum, mas bem protegido espiritualmente, segundo Pai Nílson. Para ele, uma "mulher misteriosa" tem feito trabalhos para o Palmeiras e o técnico Luiz Felipe Scolari. "Tenho uma concorrente forte do outro lado." Pai Nílson quer recuperar o espaço, que já foi grande na equipe corintiana. Perguntado se a parceria do Corinthians com os investidores norte-americanos da Hicks Muse poderia afastá-lo ainda mais da equipe, Pai Nílson responde: "Eles podem até me tirar do clube, mas não podem me impedir de fazer meus trabalhos por aí; o Corinthians é um time místico."Por Emerson Couto Santos, 11 (AE) - Mesmo com a ajuda dos santos e deuses, será muito difícil superar o Palmeiras, esta noite, no Morumbi. A previsão não é a de um torcedor pessimista, mas de Miranílson Carvalho Santos, que atende por Pai Nílson, o pai-de-santo oficial do Corinthians. Pai Nílson, aos 48 anos, não chega a ter a carteira de trabalho assinada, mas recebe uma remuneração mensal de três salários mínimos para cuidar do lado espiritual da equipe, tarefa de 15 anos. "Além de o Palmeiras não ser um time qualquer de esquina, os atletas corintianos estão com uma carga negativa muito grande", confessa o pai-de-santo. Um exemplo foi o primeiro confronto das equipes pelas quartas-de-final da Taça Libertadores, há uma semana. "Se tivesse mais 300 minutos de jogo, não faríamos o gol", garante. Segundo o místico, Marcelinho Carioca e o técnico Oswaldo de Oliveira são os mais "carregados". "O Oswaldo estava muito tenso no primeiro jogo, passava a mão na cabeça a todo o momento e trazia energia negativa para o time", disse. Pai Nílson, conhecido por todos no clube e, segundo ele, responsável por várias conquistas corintianas, tem uma ponta de mágoa com a atual comissão técnica. Ele afirma que Oswaldo e alguns diretores não têm interesse por seu trabalho. "Em 90, o Nelsinho Baptista sempre contou comigo e fomos campeões brasileiros com 90% de participação minha", lembra. "No ano passado, o Luxemburgo sempre deixou que eu trouxesse o bem e coisas boas para a equipe e também ganhamos." Mesmo sem o pedido de ajuda de Oswaldo, Pai Nílson fez sua parte para esta noite. Na segunda-feira, viajou a Aparecida para pedir proteção aos atletas. No mesmo dia, esteve em uma praia de Santos, onde fez um "obé", trabalho em que todo tipo de alimento é oferecido para os deuses africanos, como Ogum, o santo guerreiro. Mulher misteriosa - Pai Nílson faz também um apelo aos atletas. "Eles deveriam entrar em campo de mãos dadas", pede. "Seria uma forma de quebrar a força palmeirense e afastar a energia negativa." Para ele, enquanto o lado espiritual dos corintianos está em baixa, o adversário está bem protegido. O goleiro Marcos

mockup