Pagliarini coleciona ouro no Brasileiro
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Renato Oliveira<br> Reportagem Local 
Fazia 12 anos que Luciano Pagliarini não participava de um Campeonato Brasileiro de Ciclismo. Até então, foram 12 títulos e a etapa realizada neste último final de semana, no Velódromo Municipal do Rio de Janeiro, seria o reencontro oficial do ídolo com a principal prova de pistas nacional. Das quatro modalidades que competiu, ele levou nada menos que três, não terminando a quarta por problemas técnicos.
''Essas três medalhas foram suadas para caramba, numa diferença mínima com os outros atletas. Tem que ser assim, se fosse fácil teria alguma coisa errada. Isto é reflexo de trabalho intenso e da experiência de 17 anos. Nestas provas estavam os atuais campeões brasileiros, defendendo os atuais títulos. Pensando no projeto das Olímpiadas 2012, é um bom sinal de que tem tudo para dar certo'', refletiu o atleta, que corre pela equipe do Memorial Santos.
Pagliarini estava lado a lado com os principais campeões brasileiros das categorias scratch, perseguição por equipes e madisom, deixando todo mundo para trás. Dedicando o tempo de treinamentos aos torneios internacionais, como a Copa do Mundo de Ciclismo, a próxima tarefa está programada para o período entre 9 e 11 de dezembro na Colômbia, ele observou uma significativa evolução no nível do ciclismo nacional nos últimos 12 anos.
A primeira evidência foi o aumento no número de participantes. Antes, o campeonato reunia entre 30 e 50 ciclistas. Neste ano, foram pelo menos 150, número três vezes maior que na sua última participação. Como novembro é final de temporada, muitos já estão com a agenda encerrada. Levando isso em conta, ele acredita que o torneio poderia ter recebido até 250 ciclistas.
Mesmo figurando novamente entre os principais ciclistas do Brasil, ele acredita que para concorrer em âmbito mundial ainda há muito o que melhorar. Consequência do trabalho que desenvolve há mais de 10 anos, a próxima etapa é garantir presença em etapas da Copa do Mundo, Campeonato Mundial e Olimpíada.
''O objetivo internacional é muito mais difícil, mesmo que seja uma medalha de bronze. É uma certeza para continuar trabalhando com esperança de que estou no caminho certo, mas as bases e medidas internacionais são muito maiores'', reconhece.
Futuro
O ciclista observou que novos nomes surgem no contesto de formação de atletas para as Olimpíadas de 2016. Dieferson Borges, de Chapecó, foi campeão pela categoria velocidade individual júnior e é considerado promessa entre técnicos e ciclistas da velha geração. Pagliarini observou que qualidades o garoto tem, mas ainda falta o trabalho de direcionamento. ''O moleque é fera. Se for bem direcionado vai dar resultado com certeza'', arremata.


