Rio - O prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse nesta terça que "não faria nunca" o campo de golfe olímpico. Depois de participar de reunião com os integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI), ele declarou que "odeia" construir o campo.
No mês passado, o Ministério Público do Rio instaurou inquérito para investigar eventual ato de improbidade administrativa do prefeito na operação que viabilizou a construção do campo de golfe. A investigação foi aberta após representação do movimento "Golfe para quem?". De acordo com a entidade, o prefeito gerou uma receita de mais de R$ 1 milhão para a incorporadora que vai construir o campo de golfe, ao custo de R$ 60 milhões.
"Eu odeio ter de ter feito este campo de golfe. Por mim, não teria feito este campo de golfe nunca. Mas, infelizmente, todos os pareceres diziam que nem o Gávea Golf nem o Itanhangá serviam (para os Jogos)", disse Paes.
O prefeito justificou a construção do campo de golfe como um dos pesos para realizar a Olimpíada. Ele também lamentou construir uma corredeira artificial para as provas de canoagem slalom em Deodoro. "Você acha que quero fazer um rio para o cara descer de canoa? Agora, tem de botar na balança. No peso, é muito do cacete a Olimpíada para a cidade. Mas tem de fazer o campo de golfe, fazer o negócio lá em Deodoro para o sujeito descer igual a um tarado um rio durante uma semana. Depois, a pista de canoagem vai virar um parque, vai virar 'esquibunda' para a molecada descer", acrescentou.
O presidente do COI, Thomas Bach, disse que está satisfeito com a organização dos Jogos Olímpicos do Rio.

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