Maranello, Itália, 01 (AE) - Meio escondida, um pouco recuada em relação à rua, a pequena igreja de San Biagio tornou-se um ponto de referência na cidade da Ferrari. Toda vez que a equipe vence uma corrida, o padre Alberto Bernardoni toca os sinos, dando início a uma carreata promovida pelos fanáticos torcedores da escuderia. "Agora, com Rubens Barrichello na Ferrari, temos um estímulo a mais para tocar os sinos", diz o religioso.
A simpática igrejinha está completando este ano 100 anos de existência. "Ela foi inaugurada dia 14 de abril de 1899", conta Bernardoni. Resistiu a duas guerras e desde 1987 imortalizou a tradicional forma de comemorar as conquistas da Ferrari, ao redor de quem tudo gira na modesta Maranello, de 9 mil habitantes. O antigo padre da paróquia, Don Erio Belloi, ficou tão emocionado com a quebra do maior jejum de vitórias na história da Ferrari que não parava mais de tocar os sinos. Desde então a tradição manteve-se.
Coube a Gerhard Berger o mérito, no dia 1 de novembro de 1987. Havia dois anos e meio, ou 37 GPs, que Michele Alboreto vencera o GP da Alemanha e, desde então, nenhuma outra primeira colocação fora obtida. Don Erio morreu e já no dia seguinte a Bernardoni assumir o posto, 12 de outubro de 1997, a Ferrari venceu com Michael Schumacher o GP do Japão e Eddie Irvine classificou-se em terceiro. "Não me lembro de ter tocado aqueles sinos com tanta força", conta o padre.
São reações espontâneas e carregadas de emoção como aquela que ele pretende repetir agora, no ano 2000, quando Barrichello, um descendente de italianos, como diz, pilotará para a Ferrari. "Não dá para negar o parentesco de sangue, o seu caráter similar ao nosso", afirma o padre. Tocar os sinos, dando a largada para o corso em Maranello, corresponde para Bernardoni o mesmo que "um grito de carnaval."
JEREZ DE LA FRONTERA - Enquanto Rubinho fazia sua estréia na Ferrari, hoje em Fiorano, as equipes McLaren, Williams, Jordan e Prost aproveitavam também o primeiro dia de testes, depois da proibição de novembro, para apresentar suas novidades. Os tempos no circuito espanhol: David Coulthard (McLaren), 1min24s74; Jarno Trulli (Jordan), 1min26s99; Jean Alesi (Prost), 1min27s05; Nick Heidfeld (Prost), 1min27s63; Ralf Schumacher (Williams), 1min29s30.
Ainda que tenha sido apenas o primeiro treino, Alesi e Heidfeld não fizeram nada de diferente em relação aos pilotos anteriores da Prost, o italiano Jarno Trulli e o francês Olivier Panis. Os novos contratados estabeleceram também diferença significativa para a marca de Coulthard, da McLaren, referência do ensaio. A estréia do motor BMW mostrou o que Gerhard Berger, diretor esportivo do programa alemão, já adiantou: a próxima temporada será de aprendizado. Por enquanto, a Williams-BMW não lutará pelos primeiros lugares.
Quanto ao substituto de Alessandro Zanardi na Williams, ainda há indefinições. A história que parecia maluca pode tornar-se realidade e Jacques Villeneuve o substituir. Mas na Europa fala-se também em Juan Pablo Montoya, campeão da Fórmula Indy, embora exista espaço até para alguma surpresa.

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