Arquivo FolhaConfiabilidadeGugelmin vai correr as três primeiras etapas com o mesmo carro de 97. O conjunto é a sua maior arma O Grande Prêmio de Miami, que abre neste domingo a temporada 98 do Campeonato da Fórmula Indy (Cart), representa um desafio especial para o piloto brasileiro Maurício Gugelmin e a equipe Hollywood/PacWest. Depois do recorde mundial de velocidade (388 km/h no treino de classificação de Fontana) e da primeira vitória de Gugelmin (Vancouver) a equipe PacWest está entrando em seu primeiro ano como time grande, apontada como favorita pela imprensa e por pilotos como Alessandro Zanardi, Michael Andretti e Émerson Fittipaldi.
‘‘Chegamos ao ponto em que realmente não devemos nada a ninguém. Temos equipamento, orçamento e experiência. Por isso estamos entrando para vencer, e botando pressão uns nos outros. No bom sentido’’, brincou Gugelmin, que vai correr as três primeiras provas com o carro do ano passado. ‘‘A chave para mantermos o conjunto de 97 é a confiabilidade. Semana passada testei no oval de Nazareth com o Reynard 98, que deu 150 voltas sem nenhum problema. Mas existem algumas variáveis, como o consumo, onde não tivemos tempo de achar o ponto ideal. No conjunto de 97 nós sabemos exatamente a que extremo podemos levar o carro, e isso é fundamental’’, diz o piloto.
Gugelmin ressaltou que a PacWest, que fica em Indianápolis, hoje está na vanguarda da tecnologia em todos os aspectos. ‘‘Temos uma nova máquina que fabrica em horas os componentes desenvolvidos nos computadores dos nossos engenheiros. Uma peça do amortecedor, por exemplo, que é desenvolvido integralmente na PacWest, levava quatro dias entre sair de um programa de computação gráfica, ser fabricada em Atlanta e voltar para nossa sede. Agora demora menos de quatro horas’’, diz o vice-presidente técnico da PacWest, John Anderson.
Segundo Gugelmin, a equipe também foi a única que manteve os carros de 97, por isso é a única que terá condição de correr com eles. E a partir da metade do ano, terá prioridade na utilização do túnel de vento da Reynard, que fica exatamente ao lado da PacWest. Uma terça parte do investimento no túnel saiu do bolso de Bruce McCaw, dono da PacWest. O chassi da Reynard que disputará a F-1 em 99 pela BARacing será desenvolvido, ao menos em sua primeira fase, em Indianápolis. O segundo piloto do time é o inglês Mark Blundell.

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