Marcos Freitas
De Curitiba
Depois de mais de 20 anos de arquibancadas, tendo sido membro, diretor e presidente da torcida organizada atleticana ‘‘Os Fanáticos’’, considerada a maior do Sul do Brasil (com cerca de 17 mil sócios), José Carlos Belotto, 32 anos, está abandonando o futebol. No domingo, Belotto preferiu viajar a Blumenau, porque previa a confusão no Atletiba.
Durante sua permanência à frente da torcida, Belotto ficou conhecido por ser um pacificador. Porém, hoje ele admite que foi vencido. ‘‘Não adiantam as reuniões e as várias expulsões de marginais das torcidas se os dirigentes não respeitam o torcedor’’, disse. ‘‘O que aconteceu no domingo foi uma prova de que os dirigentes são amadores e não temem pelas vidas envolvidas no jogo’’, acusou. ‘‘Por essas e outras preferi ser um torcedor comum e cuidar um pouco da minha vida pessoal’’, desabafou.
Para ele, o que deve acontecer daqui para a frente é o mesmo que ele prega há anos: ‘‘Maior espaço para as torcidas visitantes, mais policiamento preventivo e punição aos dirigentes que decidem sobre os jogos e maior conscientização do torcedor para que não use da violência’’.
Belotto é contra a extinção das torcidas, pois acredita que a punição cairia sobre a instituição e não sobre as pessoas que promovem o vandalismo. Sobre a proposta de que os torcedores não devam mais assistir aos jogos no campo adversário ele rechaça dizendo que é uma arbitrariedade contra o torcedor e que fere o livre arbítrio e o direito de ir e vir.

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