Paciente, Nei comemora 'sua hora' no LEC
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terça-feira, 23 de janeiro de 2007
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Seu nome é Claudiney Alexandre Pereira Lino, seu apelido é Nei, mas poderia ser ''paciência''. Pois foi ela a principal responsável por tornar o camisa 1 do Londrina uma referência no time de garotos formado para o Campeonato Paranaense. A paciência que os 29 anos de vida lhe ensinaram a ter fez com que o goleiro permanecesse no Tubarão até conseguir uma vaga no time.
A brilhante atuação do arqueiro no domingo - defendeu até pênalti - garantiu o empate fora de casa com o Engenheiro Beltrão e fez com que começasse a nascer um novo ídolo da torcida. ''Ídolo? Não. Todo elenco tem que se espelhar na camisa do Londrina e dar a sua contribuição para que volte a crescer. Eu sou mais um a ajudar'', recusou Nei.
O londrinense é torcedor do Tubarão desde criança. Ele conta que, quando pequeno, vinha de Jataizinho (21 km a leste de Londrina), onde foi criado, para assistir aos jogos com o pai. Mas demorou para chegar ao clube do coração.
Nei começou a jogar nas escolinhas da Universidade Estadual de Londrina (UEL), depois foi para o Matsubara, onde ficou por oito anos, até ir para o Fluminense-RJ. Perambulou por Prudentópolis, Uniclinic-CE, Juventus-SC, Viana-MA e Blumenau-SC até chegar ao Tubarão, no início de 2006. No entanto, o máximo que conseguiu com o ex-técnico Vica foi arrumar uma vaguinha no banco de reservas em alguns jogos. ''Eu cheguei faltando uma semana para o Paranaense começar e o Serginho vinha treinando'', lembrou.
Passado o Estadual, ele foi disputar a Segundona pela Portuguesa Londrinense. Com atuações brilhantes, garantiu a volta da equipe da Vila Santa Terezinha à Primeira Divisão.
Às vésperas do início da Copa 100 Anos, uma nova proposta alviceleste o deixou tentado a abandonar a Lusinha. E foi o que fez. ''Eu tinha vontade de vestir a camisa do Londrina e conversei bastante com o Amarildo. Ele falou que só poderia me valorizar (financeiramente) no Paranaense'', contou.
Então, resolveu tentar a sorte no Tubarão novamente e, mais uma vez, foi preterido por João Carlos, que começou mal, mas depois entrou em grande fase. ''O Lio (Evaristo, ex-técnico) me disse que eu iria jogar, mas o João subiu de produção e foi mantido no time'', revelou. ''Pensei muitas vezes em sair por achar que não teria oportunidades''.
Mas Nei teve paciência em esperar a sua hora e ela chegou em 2007. O goleiro tinha muitas propostas para deixar o Londrina - só de clubes paranaenses eram cinco - segundo ele, mas decidiu ficar. ''O Sidiclei (Menezes, coordenador de futebol) disse que era a minha hora de ficar e jogar e até agora está dando certo'', afirmou.
Nei espera fechar o gol novamente amanhã, no novo ''Clássico do Café'', contra a Adap Galo, às 21h45, no VGD. À sua frente, na defesa, ele deve ter a companhia do zagueiro Robson, que cumpriu suspensão em Engenheiro Beltrão. Robson volta ao time na vaga de Rodrigo Sena, que teve uma atuação desastrosa no domingo e foi expulso aos 38 minutos do primeiro tempo. Diego Macedo, machucado, é dúvida. O clube confirmou a contratação do meia Dodô, 22 anos, que jogou no Paranavaí e estava no Força-SP.


