São Paulo, 10 (AE) - Paraná, Juventude e Botafogo-SP esperam um parecer final da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre o caso Botafogo-RJ-Gama, para decidir se vão apelar ou não à Justiça comum. Caso o time carioca consiga uma liminar garantindo o direito de permanecer na Primeira Divisão, os três outros rebaixados reivindicarão o mesmo direito. Caso a CBF respeite a decisão jurídica de integrar o Gama na Série A, os três clubes deverão desistir da ação.
Segundo o presidente do Paraná, Dilso Rossi, a intenção do clube é não tumultuar mais ainda a competição. "Vamos esperar o retorno do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que está no Paraguai acompanhando o sorteio dos grupos da Taça Libertadores da América, para adotar uma posição", disse.
"Estou ciente de que a CBF emitiu um documento garantindo o Gama na Série A e é evidente que, se o Botafogo-RJ não for rebaixado, vamos ter de fazer alguma coisa", afirmou. "Não existe um Campeonato Brasileiro com 21 times; alguém deve subir ou cair", completou.
O presidente do Botafogo-SP, Christiano Ribeiro, e o diretor-jurídico do Juventude, Alberto Carneiro, disseram a mesma coisa. "Vamos aguardar os acontecimentos; se o Paraná e o Juventude entrarem na Justiça, o Botafogo vai junto", garantiu Ribeiro. "Vamos tomar uma decisão depois do desfecho da situação", afirmou Carneiro.
O advogado do PFL-DF, Paulo Goyaz, que defende a causa do Gama na Justiça, entende que a liminar emitida pela CBF, ontem, garantindo a equipe de Brasília na Série A, dificilmente será cassada. "No meu entendimento, a única forma de o Botafogo continuar na Primeira Divisão é conseguindo uma liminar impedindo o seu rebaixamento", afirmou. "Se a CBF entrar com um agravo tentando anular a liminar emitida por ela mesma a favor do Gama, o PFL vai entrar com um memorial alegando meus direitos", falou.
No entanto, o advogado ainda espera que a CBF acate de forma integral a decisão da Justiça. "Eles estão cumprindo a decisão parcialmente", disse. "Até agora, eles colocaram o Gama na Série A; no entanto, não rebaixaram o Botafogo-RJ para a Série B", afirmou. "Se eles não cumprirem isso, uma hora terão de pagar a multa de R$ 500 mil por dia de desacato e, da forma como se estão desenrolando os fatos, não parece que a entidade esteja disposta a pagar a multa."

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