Curitiba - A dificuldade para encontrar patrocinadores com os cofres abertos para investimentos no esporte não é exclusividade dos clubes de futebol. Com o agravamento da crise econômica mundial, atletas e equipes de diversas modalidades, tanto no Brasil quanto no exterior, vêm sofrendo para captar recursos que financiem suas atividades.
Em território nacional, um dos esportes prejudicados é o vôlei. Durante a disputa da atual Superliga Feminina, quatro jogadoras abandonaram o Medley/Banespa, já que a empresa farmacêutica atrasou as cotas de patrocínio e as atletas não recebiam os salários. Além disso, a Brasil Telecom anunciou que deixará de patrocinar a equipe de Brusque. A companhia telefônica foi vendida recentemente para a Oi, que não renovará o contrato com o time.
No futsal, a falta de patrocínio fez com que a tradicional equipe gaúcha da Ulbra abrisse mão de disputar a recém-iniciada Liga Nacional 2009, competição da qual é tricampeã. E nem mesmo atletas campeões do mundo, como Diego Hypolito, escaparam. Alegando problemas decorrentes da crise econômica, a Golden Cross não renovou o contrato de patrocínio com o ginasta, além de também ter encerrado uma parceria que mantinha com o Comitê Olímpico Brasileiro.
A crise fez até com que alguns atletas apelassem para medidas extremas. Na França, Romain Mesnil, melhor atleta do país no salto com vara, colocou na internet um vídeo em que aperece correndo nu pelas ruas de Paris. Foi uma forma que encontrou para protestar contra a Nike, que rompeu o contrato que tinha com o atleta para reduzir gastos.
Mas em todo o mundo, a modalidade mais afetada foi o automobilismo. Na Fórmula Indy, há casos de equipes que vão correr apenas algumas provas da temporada. Na Fórmula 1, algumas escuderias vêm encontrando dificuldades para fechar novas parcerias, como é o caso da Brawn GP. A mais nova equipe da F-1, aliás, surgiu justamente em função da crise econômica. Como as montadoras de automóveis foram bastante afetadas, várias delas retiraram suas equipes em diversas categorias. Foi o caso da Honda, cujo espólio resultou na Brawn.
Além disso, Subaru e Suzuki deixaram o Mundial de Rally. E a Kawasaki, que chegou a anunciar sua saída do Mundial de MotoGP, voltou atrás e começa a temporada com apenas um piloto no grid.

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