Londres - A retirada da Fórmula 1 da montadora japonesa Honda, motivada pela crise econômica, pode não ser a última, advertiu o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, em uma entrevista à Press Association.
  ‘‘Se as coisas piorarem, pode acontecer’’, admitiu Mosley, que afirma não estar a par de nenhuma informação concreta e preocupante relativa a um dos cinco construtores restantes: Ferrari, Renault, Toyota, Mercedes-Benz e BMW.
  ‘‘Atualmente ninguém pode dizer que estamos vendo o fim do túnel e que as coisas vão melhorar. As ações (dos construtores) estão em alta há dois ou três dias e poderiam pensar que as coisas estão melhorando. Pode ser que tenham razão. Porém, talvez se equivoquem’’, alertou. ‘‘Se a situação piorar para os construtores automobilísticos, perderemos outro’’, afirmou Mosley, que está negociando um plano de corte de gastos com as nove escuderias que prosseguem na competição.

Retorno
  O brasileiro Felipe Massa não teve um bom desempenho em seu retorno às pistas, após o vice-campeonato mundial de Fórmula 1. O piloto da Ferrari chegou praticamente em cima da hora para o treino da tarde em Jerez de la Frontera, na Espanha, e acabou com a décima e penúltima colocação do dia.
  Massa deu 27 voltas na sessão realizada à tarde, obteve o tempo mais rápido em 1min20s490 e só ficou na frente do polonês Robert Kubica, da BMW. Já o finlandês Kimi Raikköonen, seu companheiro de equipe, foi o quinto colocado, participando também da atividade realizada de manhã.
  Outro que voltou aos trabalhos foi o espanhol Fernando Alonso, mas o retorno não foi dos melhores. O bicampeão da F-1 bateu durante o treino da manhã, o acidente chegou a interromper a sessão, mas Alonso escapou ileso. No dia, ele acabou com a sétima posição, com 1min19s907, 1s64 mais rápido do que o brasileiro Nelsinho Piquet havia obtido no dia anterior.
  O mais rápido voltou a ser o suíço Sébastien Buemi, que luta por uma vaga na Toro Rosso. Ele marcou 1min18s073.

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