Medalhista olímpico, o velocista Edson Luciano Ribeiro esteve em Londrina para uma série de palestras e visitas em escolas públicas para incentivar a prática do esporte, além de orientar os estudantes sobre os perigos das drogas e do doping.
Um dos heróis brasileiros em Sydney (2000), o atleta nascido em Bandeirantes (Norte Pioneiro) integrava a equipe brasileira de revezamento masculino, que disputou a prova 4 por 100 metros e conquistou a medalha de prata, ficando atrás apenas do time norte-americano.
Ele relembrou que a medalha poderia ter sido de ouro, já que o velocista Tim Montgomery, atleta que fez parte da equipe dos Estados Unidos, confessou em 2008 que fez uso de doping para obter aquela vitória. Mesmo com a confissão, a medalha dourada nunca veio para os brasileiros.
Ironicamente, a primeira imagem da Olimpíada que vem à mente de Luciano é justamente um caso de doping. "Eu me lembro da prova em que o Ben Johnson venceu e logo depois foi desclassificado por causa do doping. Na época eu via na TV, mas não entendia muito bem o que estava acontecendo, e aquilo ficou gravado na minha memória".
Diante desses fatos, é natural que ele veja o doping como gerador de uma situação de injustiça. "É como um Fusquinha competir contra uma Ferrari. Dentro do esporte, o doping só traz a negatividade. Toda vez que descobrem que um atleta fez uso de substâncias, há a perda da magia, do atleta ser um super-homem", apontou.
Além da medalha de prata em Sydney, Edson Luciano também foi bronze no revezamento 4 por 100 masculino ao lado de André Domingos, Arnaldo Oliveira e Robson Caetano em Atlanta em 1996 e participou da equipe nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004.

Uso de drogas ou de substâncias que visam aumentar o desempenho de um atleta durante uma competição

Cidade australiana que foi sede dos Jogos Olímpicos de 2000

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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