Otimistas, jogadores do LEC apostam na virada
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segunda-feira, 26 de setembro de 2005
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
O clima ontem à tarde, no desembarque da delegação do Tubarão, no Aeroporto de Londrina, era tão carrancudo e nublado quanto estava o tempo do lado de fora do terminal de passageiros, resultado das chuvas intermitentes do final de semana. E não era para menos: o time sofreu, domingo, sua pior derrota na Série C do Campeonato Brasileiro. Levou 3 a 0 do Ceilândia e agora precisa quase de um milagre, neste domingo, no VGD: fazer três gols no adversário não tomar nenhum isso para levar a decisão para os pênaltis.
Da última vez que precisou deste placar em mata-mata não conseguiu. Perdeu para o Esportivo-RS, em Bento Gonçalves, por 4 a 1, e precisava ganhar por 3 a 0 no VGD para passar adiante na Copa do Brasil deste ano. Fez 2 a 0 e acabou eliminado.
Os jogadores, porém, demonstraram otimismo no desembarque. O zagueiro Alex tem certeza que dá para reverter o resultado. ''Será um jogo de vida ou morte. Temos que converter em gol as chances que não aproveitamos lá em Brasília e não podemos tomar gol de jeito nenhum. Se as coisas estiverem boas para o nosso lado, como estiveram ontem (domingo) para o Ceilândia, saíremos daqui classificados'', afirmou.
Cesco, que herdou definitivamente a posição de Ronaldo Marconato (que se recupera de contusão) na zaga, disse que o adversário não foi ''tão melhor que o Londrina''. ''Levamos gols mais por vacilos nossos do que por mérito deles. Foi um jogo com a mesma posse de bola para os dois lados, mas eles foram certeiros nas bolas paradas''.
Cesco lembrou que o LEC também teve duas chances de gol em jogadas aéreas, com Bruno e com Alex, mas errou nas finalizações. Sobre a apatia da equipe após ver o jogo liquidado, o zagueiro confidenciou que após o time sofrer terceiro gol, os jogadores se reuniram e conversaram no sentido de evitar o desespero. ''A gente decidiu não se atirar ao ataque para não tomarmos o quarto gol, o que seria impossível de tirar depois'', admitiu.
O atacante Alex Paulista, que entrou durante o jogo, aposta no excesso de otimismo do Ceilândia, demonstrado, segundo ele, após a partida. ''Eles comemoraram demais o resultado e pode ser que venham um pouco relaxados. É onde podemos tentar supreendê-los'', comentou. Para que aconteçam os 3 a 0, Alex Paulista aposta num primeiro gol na etapa inicial. ''E estamos cansados de ver na Série A times fazerem três gols no segundo tempo. É possível'', crê o atacante.
Para que saiam os três gols (o Londrina só marcou dois nos últimos cinco jogos) o técnico Roberto Fonseca sugere alguns caminhos: ''Fazer uma marcação sob pressão neles desde o início, forçando o erro na saída de bola e tirando os espaços de criação deles. E para saírem os gols, precisamos fazer jogadas de aproximação, triangulações, cruzamentos baixos'', receitou.
O primeiro gol, segundo Fonseca, terá que sair normalmente. ''Não adianta ficar jogando bolas na área desde o início do jogo'', advertiu.


