A expectativa das meninas do Londrina Vôlei Clube (LVC) parece contrastar com a realidade apregoada pelo treinador Carlos Alberto Hipólito. O técnico tem os pés no chão e sabe das limitações de seu time. As jogadoras são mais estusiastas e otimistas em relação ao desempenho do time na Liga Nacional de Vôlei Feminino. Apesar das sutis diferenças, as duas partes convergem quando se fala em determinação e superação dentro de quadra.
A experiente Simone Leme, ponta, 29 anos, há três temporadas na equipe de Brusque (SC), já disputou várias Superligas e tem propriedade para analisar as reais chances do grupo na competição. ''Nosso time vem evoluindo muito nos últimos meses. Acredito que estamos em condições de jogar de igual para igual com os outros clubes. Quando os jogos são equilibrados, vence quem erra menos. Quando eu jogava em Brusque, não tínhamos um grande time, mas sempre procurávamos errar o menos possível para não dar chances aos outros times'', ponderou a atleta, londrinense, que já jogou por Londrina na Superliga.
Simone lamenta, no entanto, a falta de mais jogos-treinos na pré-temporada que poderiam dar ao time mais entrosamento e ritmo de jogo. ''Infelizamente foram poucos amistosos nesse período. Os amistosos são importantes porque dão mais ritmo'', considerou. A jogadora citou como exemplo a boa preparação da equipe de São José do Campos, que disputa o Campeonato Paulista e também participará da Liga Nacional. ''Elas já estão em um ritmo muito mais forte'', disse.
Recém-contratada para trabalhar como segundo levantadora, a paulista Carolina Maria Assis, 24 anos, se adaptou rapidamente à filosofia imposta pelo treinador. Ela aposta na qualidade de suas novas companheiras e fala com tranquilidade na possibilidade de terminar a Liga entres os quatro melhores. ''Acho que isso é possível, as equipes são muito equilibradas. Quem estiver melhor em quadra, sairá vencedor'', afirmou.

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