São Paulo - Antes da volta do elenco do Santos aos treinos, no começo da semana passada, o técnico Márcio Fernandes fez uma reunião com todos os funcionários do CT. Pediu a palavra, disse contar com o apoio de todos e que não vai tolerar ''trairagens'' porque esta é a ''grande chance'' de sua vida.
O treinador do Santos demonstra confiança. Acredita realmente que pode fazer o time fazer uma campanha convincente no Paulistão e na Copa do Brasil. ''Claro que eu acredito. Gosto de times que jogam para frente, com dois meias ofensivos. No ano passado, atuamos com três volantes apenas por causa das circunstâncias'', disse ele, que promete um time mais ofensivo, especialmente depois das contratações de Madson e Lúcio Flávio, que atuam como meias ofensivos.
O pedido de apoio aos colegas de CT tem um motivo: Márcio sabe que não era a primeira escolha do presidente Marcelo Teixeira. Como conhece o Santos desde que foi jogador e campeão paulista de 1984, atuando como ponta-esquerda, tem plena consciência que Teixeira não terá a menor cerimônia em dispensá-lo caso Vanderlei Luxemburgo se desvincule do Palmeiras. Aliás, o cartola já disse isso a integrantes da diretoria.
Questionado sobre amigos sobre o persistente rumor envolvendo Luxemburgo - de quem já foi auxiliar -, o treinador responde que apenas ouve falar dos comentários. Para ele, há apenas uma receita para aproveitar ''a chance da vida'': fazer a equipe começar a temporada ''voando baixo'' e brigando pelas primeiras posições do Paulistão.
Com a presença de Kléber no elenco, a contratação de Triguinho, que estava no Botafogo, e a possível chegada de Léo, do Benfica, o lateral-esquerdo Carlinhos ficou sem espaço no elenco santista e acabou sendo emprestado ao Mirassol para o Paulistão.

mockup