Curitiba - Após mais uma rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, o Coritiba desapontou novamente em casa, mesmo com dois homens a mais desde os 29 minutos do segundo tempo e diante do 16º colocado da competição, o São Raimundo. Apesar da revolta da torcida, que chegou a pedir a saída do presidente do clube, Giovani Gionédis, o momento, segundo o coordenador de futebol José Hidalgo Neto, é de ''colocar os pés no chão''. Para o dirigente, o mau resultado da noite de terça-feira foi novamente mais um acidente de percurso rumo à Série A de 2007.
''O time deu mostras no segundo tempo que pode jogar um bom futebol. O time está encaixando, ontem foi um massacre mas a bola não entrou. Tudo bem, contra o Brasiliense foi um desastre. Mas uma hora a bola bate na bunda de alguém e entra. Nós que vivemos do futebol, sabemos que as coisas às vezes acontecem assim'', disse ontem Hidalgo Neto, em tom de fatalidade.
O Coritiba do segundo turno até agora pouco lembra o da primeira fase, quando a equipe ocupou a liderança. O time perdeu as três últimas partidas, o setor ofensivo não marca um gol há cinco jogos e a equipe só venceu um duelo no returno. ''O Coritiba teve um crescimento assustador depois da Copa do Mundo, mas aí vieram as contusões e ficamos sem cinco jogadores, como o Caio e o Anderson Gomes. Caímos em um período, mas se encaixarmos duas vitórias aí ninguém segura o Coritiba de novo'', apostou Hidalgo Neto.
O otimismo do dirigente acontece devido à tabela de jogos, que deve favorecer o Coxa. ''Temos uma tabela boa para nós agora. Já jogamos bem com vários times fora de casa, como o CRB, o Remo, fomos os únicos que vencemos o São Raimundo na casa deles e também fizemos boas partidas com o Galo (Atlético Mineiro) e Náutico fora de casa'', analisou.

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