Rio de Janeiro - Um dia antes do primeiro treino do Grande Prêmio do Brasil de Motovelocidade, em Jacarepaguá, zona oeste, o piloto Alexandre Barros, da Honda, esbanjou otimismo durante entrevista coletiva realizada no Autódromo. Mesmo admitindo não estar bem fisicamente, por causa de contusão no ombro direito e na mão esquerda, a fisionomia do brasileiro não se alterou quando perguntado se a lesão poderá atrapalhar seu rendimento durante a corrida. ‘‘Ainda sinto dores e saberei melhor ao entrar na pista amanhã (hoje). Não estou totalmente recuperado, mas já corri em piores condições’’, declarou Barros, que ocupa a sétima posição na classificação mundial.
Descontraído, ele acredita que essa seja a maior oportunidade de vencer uma corrida no Brasil. Citou a presença do público como fator principal de motivação para tentar ultrapassar os adversários. ‘‘Sempre fui bem recebido no Rio. Cada ano que corro aqui a torcida aumenta. Aliás, tem pessoas que só gostam de assistir as corridas, mas tem outra que vem observar seu ídolo. A responsabilidade é grande’’.
O desempenho nesta temporada não está agradando a Barros. Lamentou ter ocorrido problemas nas etapas disputadas em Mugello, na Catalunha e em Assen, mas frisou que espera reverter a situação a partir de hoje. ‘‘Os resultados recentes não tem sido bons, mas com o calor humano da torcida espero que a história possa mudar’’, disse o piloto brasileiro, que apontou os italianos Valentino Rossi, líder da competição, e o espanhol Sete Gibernau, vice-líder, como favoritos para vencer o GP de Jacarepaguá.
Reverenciado por Barros, Valentino Rossi, da Yamaha, disse que espera obter bom resultado na corrida de domingo, mas lembrou que há outros pilotos que podem estar no topo da classificação.

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