Otimismo preocupa seleção portuguesa
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sexta-feira, 23 de junho de 2006
Agência O Globo 
Karsewinkel - Depois da boa campanha na primeira fase, em que acabou ficando em primeiro lugar do Grupo D, um dos maiores adversários de Portugal no jogo de amanhã, contra a Holanda, pelas oitavas-de-final da Copa do Mundo, em Nuremberg, parece ser o excesso de otimismo. Mas por um motivo discutível que o próprio Luiz Felipe Scolari vem tratando de combater: o retrospecto português contra a Holanda é favorável. Mas Felipão não quer saber disso.
''Essa Holanda de hoje é bem diferene daquela que vencemos na Eurocopa. O Van Basten mudou muito o time, a equipe é renovada e não tem nada a fer com aquela'', disse Felipão. Tentando manter a política dos pés no chão, o treinador ignorou a vantagem no confronto com os holandeses. ''Estatística não ganha jogo. Não faz diferença quando o jogo começa'', disse.
Autor do segundo gol na vitória de 2 a 0 sobre a Holanda na Eurocopa e um dos destaques da atual seleção portuguesa, o apoiador Maniche também acha que o time não deve se entusiasmar muito com a estatística favorável. Ele acredita num jogo complicado e muito disputado e garante que em fases decisivas de Copas não existem favoritos. ''Estamos bem, mas não podemos nos considerar favoritos porque em fase decisiva de Mundiais, em que uma derrota manda o time de volta para casa, tudo pode acontecer. Agora é uma situação diferente da Eurocopa e o time da Holanda também é totalmente novo. É uma equipe jovem, forte e acredito que vai ser uma partida bem disputada'', afirmou o apoiador.
Ontem, Felipão dirigiu um treinamento longo no Heidwaldstadion, em Gutersloh. Apenas 15 minutos puderam ser assistidos pela imprensa e em seguida ele ensaiou jogadas sem os olhares indiscretos de observadores rivais. Ele não confirma, mas a sua principal dúvida está na lateral esquerda, entre Caneira e Nuno Valente.


