O técnico do Cruzeiro, Luiz Felipe Scolari, está preocupado com o que chamou de ‘‘otimismo exagerado’’ da torcida mineira, na expectativa do segundo jogo das semifinais da Copa João Havelange, amanhã, contra o Vasco, em Belo Horizonte. Scolari lembrou situação semelhante que ele viveu no comando do Palmeiras, na decisão da Taça Libertadores da América, ainda este ano, para justificar sua posição.
‘‘Tenho sentido nas ruas de Belo Horizonte que os torcedores estão excessivamente confiantes para o segundo jogo’’, disse. ‘‘E gostaria de deixar claro para todos que a situação não justifica esse comportamento, já que o Vasco é uma equipe muito forte e tem plenas condições de ir à final’’, completou, lembrando a conquista da Mercosul pelos cariocas, que venceram o Palmeiras de virada e com quatro gols, todos no segundo tempo.
Para o treinador, caberá aos cruzeirenses lotar o Mineirão para tentar ajudar o time a conseguir a vitória e a classificação para a decisão do campeonato, apesar da ausência de preços promocionais, da transmissão pela tevê garantida para a capital e de ser antevéspera de Natal.
Nos treinos de quarta-feira e de ontem, Scolari testou com os jogadores uma série de situações que, segundo ele, podem acontecer diante do Vasco. Além de uma formação com três atacantes – Geovanni, garantido na frente, e Oséas e Fábio Júnior, que disputam a outra vaga – para o caso de desvantagem no placar, ele também promoveu um ‘‘10 contra 11’’, entre titulares e reservas. ‘‘Temos que estar preparados para o caso de alguém ser expulso’’, justificou.

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