Santos - O técnico Oswaldo de Oliveira exibiu ontem a sua insatisfação com a escolha do Pacaembu como palco das duas partidas da final do Campeonato Paulista. Ele revelou ter passado aos dirigentes do Santos a sua preferência para que o time mandasse o segundo jogo da decisão na Vila Belmiro, onde venceu todos os dez jogos que disputou no torneio. Além disso, esclareceu que a sua preferência se dá pela qualidade do gramado e não pela aura de "caldeirão" do estádio santista.
"O presidente me ligou momentos antes da reunião e confirmei a minha intenção de que eu queria que jogássemos na Vila. Eu fazia questão de jogar o último jogo aqui, pela atmosfera, as facilidades e muito pelo gramado que é propício à maneira como jogamos, com a bola em velocidade, com o campo linear, regular, para que a bola obedeça o comando do jogador porque isso nivela o espetáculo", disse Oswaldo de Oliveira.
Apesar da maior parte da carga dos ingressos das duas finais estar destinada aos torcedores santistas, o treinador não vê isso como uma vantagem para o seu time, pois considera o Pacaembu um campo "neutro". Além disso, ele destacou que o Santos não possui nenhuma vantagem na decisão, apesar de ter feito campanha bem melhor do que o Ituano no Paulistão - somou 42 pontos, 10 a mais do que o adversário de Itu.
"Questão da torcida o que acontecer em Itu e na Vila vai continuar acontecendo, com a torcida do Santos mais presente e numerosa. Ambos vão jogar em campo neutro, porque nós nos sentimos muito melhor jogando aqui na Vila Belmiro, o resultado disso vimos no campo e o Ituano, também. O Santos foi a equipe com o melhor aproveitamento numérico e isso não nos deu nenhuma vantagem", reclamou o treinador.
Ele evitou apontar que o Ituano foi favorecido com a marcação dos dois jogos para o Pacaembu, mas ressaltou que o mais justo seria a disputa das partidas no Estádio Novelli Júnior, em Itu, e na Vila Belmiro, em Santos. "Isso cabe a eles responder, estou olhando aqui da Baixada, não como estão olhando de lá para o Pacaembu. Mas para que as coisas fossem mais legítimas, o Ituano devia jogar no estádio deles e nós no nosso", afirmou Oswaldo de Oliveira.

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