São Paulo, 25 (AE) - Após quatro títulos (um paulista, dois brasileiros e um mundial) nos últimos dois anos à base de contratações milionárias como Edílson, Vampeta, Rincón e Luizão, o técnico Oswaldo de Oliveira tem como objetivo criar novas alternativas táticas e "mudar a cara" do time por meio de uma outra política: confiar no trabalho de ex-juniores. "Nosso time jogou muito na última temporada e estamos muito visados por causa da sequência de conquistas", disse o treinador alvinegro.
Os principais atletas escolhidos para colaborar nestas mudanças para 2000 são os volantes Edu e Gilmar e os laterais Índio e Kléber, que além dos títulos entre os profissionais, sagraram-se campeões da Taça São Paulo de Juniores, em 1999. "Espero um crescimento natural no desempenho dos quatro", analisou Oswaldo. "Edu e Gilmar podem não ser tão experientes quanto Rincón, mas possuem a mesma força na marcação e podem ganhar corpo na distribuição de bola ao ataque."
Quanto aos laterais, Oswaldo mostra-se otimista em poder contar com o apoio constante dos dois ao ataque. "Eles tiveram um ano de afirmação e com mais tranquilidade e confiança deverão se destacar mais no campo ofensivo", comentou.
Para que o apoio dos laterais seja constante é preciso que o trabalho de cobertura seja bem feito. Esta será a missão de Edu, que fará revezamento com Vampeta. Gilmar deverá ser escalado nas partidas mais equilibradas ou nos jogos fora de São Paulo, onde time deve adotar uma tática mais defensiva.
Reforços - Apesar de apostar nos "garotos", Oswaldo não descarta a possibilidade de contratações. "O Corinthians é um comprador em potencial; sempre estamos analisados os jogadores e buscando enriquecer o elenco", disse o treinador. Sem revelar nomes, o técnico admite que necessitará de um lateral-esquerdo, caso o passe do reserva Augusto seja negociado. O jogador já recebeu propostas do São Paulo, Internacional, Botafogo e Cruzeiro.
Para a vaga deixada pelo colombiano Rincón, a diretoria, a pedido de Oswaldo, segue atrás de um "atleta experiente". O preferido é Zé Elias, que tem o passe preso a dois clubes: a Internazionale de Milão e o Bologna. O salário do jogador (cerca de US$ 100 mil) é o único obstáculo para a concretização do negócio. O teto salarial do Corinthians é de US$ 120 mil. Um patrocínio está sendo estudado para amenizar as despesas do clube. O passe de Zé Elias esta avaliado entre US$ 4,5 milhões e US$ 5 milhões.
José Roberto Guimarães, diretor da Hicks Muse, está em Miami, onde a patrocinadora do time inaugurou seu canal de TV próprio. Segundo ele, "novidades" só deverão surgir após o carnaval.
O time do Corinthians viaja segunda-feira à tarde, após o treino, para Atibaia, onde ficará concentrado até quinta-feira na hora do almoço, véspera da partida contra a Liga Deportiva Universitaria pela Libertadores.

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