Oswaldo prepara uma surpresa para o Palmeiras
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domingo, 09 de maio de 1999
Por Arnaldo Ribeiro 
Atibaia, 10 (AE) - Sem divulgar a escalação do time (ele pretende armar uma surpresa para o adversário), Oswaldo de Oliveira revelou hoje detalhes da estratégia que o Corinthians vai utilizar para tentar eliminar o Palmeiras da Taça Libertadores na quarta-feira. Quem espera um time desesperado e afoito, buscando a vantagem de pelo menos dois gols desde o início, está enganado. Oswaldo disse que a equipe tomará a iniciativa, mas será cautelosa. "Vamos preparar o time para fazer primeiro um gol, com calma, e aí então buscar a vantagem necessária; o Corinthians precisa estar concentrado, sem entrar em provocações ou pânico.
Segundo Oswaldo, a equipe terá uma dupla preocupação desde o início: "Atacar, neutralizando o contra-ataque do Palmeiras, já que não podemos sofrer gols. O maior temor continua sendo o jogo aéreo do Alviverde. Desta vez, além de um bom posicionamento dentro da área, Oswaldo está orientando o time a evitar cometer faltas desnecessárias nas laterais do campo. Mas o Corinthians também terá as suas jogadas ensaiadas de bola parada. "É o que faz a diferença num jogo deste, disse Marcelinho, que treinou diversas cobranças hoje com Ricardinho.
Com a bola rolando, o Corinthians jogará pelo chão, evitando os "chuveirinhos. O time tentará envolver pelo meio, com passes curtos, aproveitando a habilidade de Vampeta e Rincón. "Acho que aí pode estar o sal da terra, disse Oswaldo.
O técnico só não quer revelar a escalação da equipe, que será divulgada apenas minutos antes do início da partida. Com a volta de Rincón, ele tem mais opções. Uma delas, é tirar Amaral do meio-campo e colocá-lo na lateral, na vaga de Índio, formando o meio com Vampeta, Rincón, Marcelinho e Ricardinho ou Dinei.
Rincón e a mágoa - Imprescindível, líder, cerebral, experiente. Rincón, enfim, é uma unanimidade no Corinthians. Ele retornou ao time contra o Guarani, após 21 dias afastado por uma contusão nas costas, e já é a grande esperança para a virada corintiana. "Não escreve isso não, mas o Rincón é f..., disse Oswaldo. "Ele tem uma influência muito grande sobre a equipe pela capacidade de passar informações aos outros atletas, acrescentou, com o apoio dos outros jogadores.
"Eu fico até meio sem jeito quando eles falam assim, disse Rincón, que tem a receita para derrotar o rival de quarta-feira. "O Palmeiras não é tudo isso; ele dá chances para ser derrotado e só precisamos ser eficientes nas conclusões, disse. "O Corinthians ataca, ataca, e o Palmeiras vai e faz: assim, não dá. Rincón ainda não se conformou com as críticas feitas por Evaristo de Macedo, ex-técnico do time, que o acusou de boicotar o seu trabalho e de pensar só em dinheiro. "Isso mostra o mau caráter dele, disse.
Segundo Rincón, Evaristo não era técnico para o Corinthians. "A passagem dele deve ser esquecida; foi um dos poucos técnicos com quem não aprendi nada: nem das piadas dele eu gostava.
Confiança - Evaristo à parte, todos no Corinthians dizem que o time recuperou a confiança com as duas vitórias seguidas no Paulista. "O reencontro com as vitórias nos devolveu a alegria e a sorte; antes, a bola não entrava, mas nas últimas partidas os adversários fizeram até dois gols contra a nosso favor, comemorou Vampeta. "Num jogo como este, contra o Palmeiras, contam também coisas que não são da bola: o peso psicológico é grande, disse Oswaldo.
Luxemburgo e o apelido - Pela primeira vez desde que reassumiu o comando do Corinthians, Oswaldo manteve contato, por telefone, no domingo, com o técnico da seleção, Wanderley Luxemburgo, que foi quem o trouxe para o Corinthians.
Oswaldo, que fora auxiliar de Luxemburgo no clube, disse que o "mestre estará no Morumbi quarta-feira, mas garantiu que não pediu qualquer conselho a ele.
"Falamos mais sobre a seleção, sobre o giro pela Europa; agora, ele está longe e o Corinthians está nas nossas mãos: não existe mais aquele elo. Aproveitando a deixa, o técnico corintiano pediu para não ser mais chamado de Oswaldinho (apelido dado por Luxemburgo) pela imprensa.
"Várias pessoas de peso me disseram que esse apelido soava como se as pessoas estivessem me diminuindo: só minha mãe me chama assim, disse Oswaldo, que trata Luxemburgo por "Lelei.


