Rio, 12 (AE) - Enfrentar uma equipe "recheada de craques" e fora de casa. Estes são os principais motivos pelos quais o técnico Oswaldo de Oliveira preferia enfrentar o Necaxa ao Vasco na final do Mundial de Clubes, sexta-feira, no Maracanã. "Melhor seria evitar este confronto", disse o treinador corintiano. A opinião entre os jogadores diverge da do treinador. "Quem quer ser campeão não pode escolher adversário", disse o volante Rincón, capitão da equipe.
"Melhor será se o Maracanã estiver com 200 mil pessoas", afirmou o ex-flamenguista Marcelinho Carioca. O atacante Luizão, que atuou pelo Vasco no primeiro semestre, confia na força corintiana. "O Corinthians tem um conjunto formado há duas temporadas; coisa que o Vasco ainda está procurando nos treinamentos."
A dupla de ataque formada por Edmundo e Romário é apontada como o maior obstáculo para a conquista do título mundial. "Em um segundo eles podem decidir uma partida", disse Oswaldo de Oliveira, dando a entender que o seu time deverá tomar precauções para tentar conter os dois atacantes. "Ao mesmo tempo, não podemos concentrar nossa atenção apenas neles, pois todo o time do Vasco é perigoso."
Oswaldo só deve definir a equipe sexta-feira, quando vai orientar o último treinamento em um dos campos do Centro de Treinamento do Zico. O treinador segue com duas dúvidas. Ele ainda não sabe se poderá contar com o zagueiro João Carlos e o meia Ricardinho. O primeiro está praticamente fora do jogo. "Suas chances são pequenas de participar da decisão", disse o médico Joaquim Grava.
Quanto a Ricardinho, o otimismo aumenta. "Ele deve jogar." O meia, que comemorou ontem o nascimento de seu filho, Bruno, disse que não entrará em campo, caso não esteja 100%. "Em um momento como este você precisa estar inteiro para não prejudicar a equipe", disse Ricardinho. Na lateral-direita, Índio reaparece no lugar de Daniel, que foi expulso contra o Al Nassr.

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