Agência Estado
De São Paulo
Entre a vontade do técnico Oswaldo de Oliveira e os insistentes pedidos da torcida Gaviões da Fiel, prevaleceu a hierarquia. Após consultar o treinador, a diretoria do Corinthians, contra a vontade dos torcedores, escolheu o Maracanã como palco do confronto com o Inter, às 17 horas, no domingo, na primeira das duas partidas que terá de fazer fora de São Paulo. A decisão da perda do mando de dois jogos foi tomada pelo Tribunal da CBF em virtude da invasão de campo por torcedores corintianos no estádio do Pacaembu, na partida contra o Vasco. ‘‘O Maracanã é um excelente estádio, tem um excelente gramado, nós conhecemos as acomodações, é perto de São Paulo, enfim: tudo é favorável’’, disse Oswaldo.
O presidente da Gaviões da Fiel, José Cláudio Moraes, o Dentinho, foi ao Parque São Jorge, na tentativa de dissuadir os diretores da decisão. ‘‘O jogo teria de ser no Paraná ou em Minas, redutos corintianos; no Rio, não vai ninguém’’, disse. ‘‘O Oswaldo pensou no aspecto técnico, não no torcedor.’’
Para amenizar as críticas, o presidente do Corinthians, Alberto Dualib, promete um esquema especial, com ingressos mais baratos e transporte de graça aos torcedores. Ele quer uma nova ‘‘invasão do Maracan㒒, como no Brasileiro de 76, quando 73 mil pessoas foram ao estádio prestigiar o time contra o Fluminense. Oswaldo também quer que o Corinthians jogue no Maracanã a outra partida que não pode fazer em São Paulo, contra a Ponte Preta.

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