Oswaldo faz "papo-treino" para recuperar corintianos
Na segunda-feira, o drama continuou. "Meus filhos foram motivos de risos na escola e tudo isso me deixou triste." Para Oswaldo, Augusto passou por uma experiência traumática e deverá contar com o apoio de todos para superar o deslize em campo. "Não há razão para mudar o time agora, pois temos uma excelente campanha no Brasileiro", disse. "Quero transmitir ao grupo que, com calma, podemos tirar boas lições das derrotas também." A declaração foi uma resposta às críticas de muitos seguidores da Gaviões da Fiel, torcida uniformizada que exigiu alterações radicais na equipe. "No Brasil, existem 17 milhões de corintianos; não dá para agradar todo mundo", justificou o técnico. Para a partida contra o Grêmio, o Corinthians não poderá contar com o atacante Edílson, que sofreu uma entorse no tornozelo. A contusão o afastará dos campos por duas semanas. Em seu lugar joga Fernando Baiano.Por Anderson Couto São Paulo, 14 (AE) - A estratégia usada por Oswaldo de Oliveira para amenizar as pressões da torcida do Corinthians após a goleada sofrida para o Palmeiras (4 a 1), domingo, no Morumbi, foi a mesma utilizada pelo seu antecessor Wanderley Luxemburgo, na seleção brasileira, depois do tropeço diante da Argentina (2 a 0), em Buenos Aires, há dez dias: o "papo-treino". Pela manhã, no Parque São Jorge, o treinador preferiu conversar com alguns atletas individualmente. O volante Rincón, envolvido numa discussão com o técnico palmeirense Luiz Felipe Scolari, e o lateral-esquerdo Augusto, que teve uma péssima atuação no clássico contra o Alviverde, tiveram uma atenção especial. À tarde, todo o grupo participou do bate-papo. Segundo Oswaldo, a equipe já está recuperada psicologicamente da derrota e pronta para enfrentar o Grêmio, quinta-feira à noite, no Pacaembu, pela Copa Mercosul. A idéia da comissão técnica do clube foi tranquilizar os jogadores, que poderiam temer mudanças na escalação do time. Augusto, por exemplo, respirou aliviado ao saber que não seria afastado do grupo titular. "Fiquei tão aborrecido com minhas falhas e as vaias da torcida, que nem consegui dormir direito de domingo para segunda", revelou o lateral, que reviu parte do jogo na casa do zelador de seu prédio, um corintiano fanático. "Fui até o apartamento dele lhe pedir desculpas por problemas que ele teve com minha filha e a televisão estava ligada; não tive coragem de ver as imagens."





