Oswaldo evita viver sob o efeito da fama
PUBLICAÇÃO
domingo, 26 de março de 2000
Por Wilson Baldini Jr. 
São Paulo, 27 (AE) - Ao contrário das pessoas que formam o mundo narcisista do futebol, o técnico Oswaldo de Oliveira, do Corinthians, busca a privacidade, apesar de dirigir o atual campeão paulista, brasileiro e mundial. Amante da música popular brasileira, do jazz e consumidor contumaz de livros, ele torna um treino no Parque São Jorge, no mínimo, diferente. "Mas não gosto de ser estereotipado, como algo a ser seguido ou um modelo para os demais técnicos."
Sincero, Oswaldo nega ser um poliglota ou ter trabalhado como modelo. "Sei falar apenas inglês e português; no espanhol e no árabe, arrisco algumas palavras", afirmou o treinador, que
durante o Mundial de Clubes, em janeiro, conversou com jornalistas de vários países e impressionou a organização do campeonato.
Quanto ao fato de ter feito alguns trabalhos como modelo
nos anos 70, Oswaldo afirma que serviu apenas para "ganhar um dinheiro a mais". "Não gosto de falsas verdades; daqui a pouco
vão falar coisas que não fiz."
O técnico acredita que muito desse destaque que é dado à sua carreira é pelo fato de ele comandar um dos times mais importantes do País. "Tudo no Corinthians ganha proporções enormes; tanto para o bem como para o mal", afirma. "É preciso ter os pés no chão e saber de seu verdadeiro potencial, para não ser iludido e cair fora da realidade."
Volta aos treinos - Os jogadores se reapresentam amanhã à tarde, no Parque São Jorge, após dois dias de folga. A comissão técnica vai aproveitar o intervalo até a partida de sábado, contra a Ponte Preta, para trabalhar a parte física.


