Oswaldo e Rincón arranham suas histórias
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segunda-feira, 10 de maio de 2004
Agência Estado 
São Paulo - Se algum dia Oswaldo de Oliveira e Freddy Rincón decidirem expor em livro suas respectivas biografias, um capítulo em comum terão dificuldade para evitar: o arrependimento por voltarem ao Corinthians. Em pouco mais de quatro anos, deixaram de ser lembrados como protagonistas da mais importante conquista do clube, o Mundial de Clubes da Fifa, em janeiro de 2000, e se transformaram em alvos de protestos da torcida e questionamentos dos dirigentes.
Oswaldo era o comandante. Rincón, o imponente capitão. Porém, como diz o velho ditado, ''o mundo dá voltas''. O título mundial mudou a vida de todos que dele participaram, especialmente do técnico e do capitão. Desde 2000, Oswaldo já trabalhou em diversos clubes, sempre com o moral, de campeão mundial. Até para a seleção brasileira foi cogitado. Do outro lado, mesmo aposentado e sem jogar havia dois anos e meio, Rincón despertava suspiros dos torcedores.
Hoje a realidade é sinistra. Oswaldo e Rincón sintetizam como é possível passar da condição de herói para vilão. E em curto período. O volante, de 37 anos, chegou em janeiro e precisou de pouco mais de quatro meses para passar a ouvir das arquibancadas o coro de ''vovô gagá!'' . O treinador foi além. Em 50 dias à frente de um time cambaleante e desacreditado, já perdeu o prestígio que carregava nos últimos quatro anos.
Como se não bastasse, os dois também não se entendem mais dentro do grupo. Anteontem, no empate por 2 a 2 com o Atlético-MG, o jogador foi substituído e deixou o campo xingando o técnico.
Rincón perdeu a esportiva e a paciência. Bateu boca com jornalistas no intervalo das partidas. ''Vai chegar um dia em que vou aparecer num desses programas de tevê de surpresa para ver se certos comentaristas que já foram jogadores de futebol terão coragem de dizer certas coisas na minha frente'', afirmou ontem.


