Oswaldo diz que a torcida corintiana deve confiar na defesa
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quarta-feira, 01 de dezembro de 1999
Por Arnaldo Ribeiro e Wilson Baldini Jr. 
São Paulo, 01 (AE) - Oswaldo de Oliveira é taxativo: "Já está passando da hora de a torcida confiar na nossa defesa; estamos numa semifinal de Campeonato Brasileiro. O técnico corintiano não quer ver mais os seus zagueiros atuando sob pressão, com a eterna desconfiança dos críticos, para quem o Corinthians só é um grande time do meio-campo para a frente. O mesmo problema enfrentado pelo São Paulo. "Se a defesa não fosse boa, o time não tinha conseguido manter a liderança em toda a primeira fase e a vantagem nos playoffs, reiterou o goleiro Dida.
Os dois se baseiam na evolução da zaga corintiana em números. O time chegou a ter uma das defesas mais vazadas na primeira fase e terminou esta etapa do Brasileiro com 31 gols sofridos em 21 jogos, média de 1,47 por partida. Nos playoffs, a defesa mostrou-se mais sólida. Foram três gols em quatro partidas, média de 0,75. "Tivemos problemas no meio do campeonato, quando tomamos muitos gols e a responsabilidade caiu só sobre a defesa, que sempre é crucificada quando um time perde; mas já superamos isso, disse Nenê.
"Isso não quer dizer que não vão mais acontecer falhas; nossa defesa errou e vai errar, como erraram a do Cruzeiro, a do São Paulo, a do Manchester, afirmou Oswaldo. O técnico até exagera nos elogios. Diz que o Corinthians tem hoje "três grandes jogadores" para formar a dupla de zaga: Márcio Costa, Nenê e João Carlos. "Hoje, eu não tenho dois titulares; qualquer um deles pode jogar.
Mistério - Com a recuperação de João Carlos, Oswaldo ainda não definiu quem sairá jogando na segunda partida. "Tenho essas três opções para duas vagas, disse. "Acho que seria uma injustiça sair do time agora; antes, eu sentia falta de ritmo e falta de confiança, mas agora estou bem, afirmou Márcio Costa.
Todo o discurso serve mais como motivação para seus atletas. No fundo, Oswaldo reconhece as limitações do sistema defensivo do Corinthians, tanto que pediu reforços não só para a zaga como para as duas laterais para a disputa do Mundial de Clubes, em janeiro, no Brasil.
Pelo menos, os zagueiros do atual grupo corintiano já parecem acostumados com a pressão e a incerteza. Márcio Costa disse que a primeira coisa que fez após a vitória de domingo, contra o São Paulo, foi respirar aliviado no vestiário. "Tive a sensação do dever cumprido, mas tenho que manter os pés no chão porque sei que, com qualquer falha que aconteça, as críticas voltarão, afirmou.


