Oswaldo critica Edílson e agradece indicação de Luxemburgo
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sábado, 19 de junho de 1999
Por Valéria Zukeran 
São Paulo, 20 (AE) - O técnico Oswaldo de Oliveira criticou o meia Edílson por sua atitude em campo, dando embaixadas logo após o gol de empate do Corinthians.
"Não gostei e já disse isso para ele, que acatou o que falei", disse o treinador. "Já havia chamado a atenção dele em uma outra ocasião quando ele fez algo parecido, foi lamentável"
completou.
O comandante da equipe corintiana prometeu conversar novamente com seu jogador e disse ter ficado decepcionado com o fato da final que marcou seu primeiro título no comando do alvinegro não tenha apenas momentos de futebol. Sempre comedido, o técnico definiu a vitória como "motivo de grande alegria". Oliveira quer comemorar o título e deixar para trás os momentos de turbulência quando assumiu o time, quando enfrentou a insatisfação de alguns de seus reservas.
O comandante da equipe alvinegra aproveitou a ocasião para agradecer o técnico Wanderley Luxemburgo, que o indicou para assumir o cargo de técnico do Corinthians, na ocasião de sua saída para treinar a seleção brasileira. "Foi um homem que acreditou no meu trabalho, que me tirou do anonimato e, sem falsa modéstia, ele acertou." Segundo ele, Luxemburgo fez com que seu nome ficasse em evidência, depois de um trabalho realizado durante muitos anos fora do país.
O treinador deverá continuar no comando do time no Campeonato Brasileiro. As necociações com a Hicks Muse, que administra a equipe, começam nesta semana. Oliveira deverá definir mudanças no elenco, que poderá perder jogadores importantes, como o zagueiro Gamarra. Ele não adianta o que pretende fazer, mas garante já ter planos traçados para o segundo semestre. Caso não chegue a um acordo com os dirigentes corintianos, ele poderá voltar a trabalhar com Luxemburgo, na seleção.
Quanto à partida, Oliveira disse ter ficado satisfeito com o rendimento do time, apesar de admitir que o mesmo apresentou momentos de instabilidade. "Isso é normal em um jogo atípico, e decisão de campeonato é sempre atípica." Oliveira afirmou que levou os jogadores para concentrar-se em Atibaia justamente para que, mais tranquilos, pudessem evitar os altos e baixos.
Segundo o técnico, após o gol, a equipe relaxou e permitiu a reação palmeirense. Oliveira explica que havia uma ansiedade muito grande entre os jogadores de sua equipe para abrir o marcador, o que reduziria sensivelmente as chances do adversário reagir. "Ainda estávamos soltando a tensão após o primeiro gol quando o Palmeiras, que tem atacantes frios, explorou nossa desatenção e soube virar o placar", avalia. "Mas foi importante o time ter conseguido empatar a partida depois disso."


