Santos - Serginho Chulapa assumiu ontem interinamente o cargo de técnico do Santos e vai dirigir o time amanhã, contra o Santo André, prometendo trabalhar para que o Santos ''volte a ser um time brigador''. Nada parecido com a equipe formada por Oswaldo de Oliveira, treinador que foi demitido na madrugada de ontem, depois do empate de domingo contra o América, que provocou a fúria dos torcedores.
A segunda-feira foi um dia de busca do novo treinador. No final da tarde, os nomes mais cogitados eram os de Celso Roth e de Tite, mas até o começo da noite nenhum deles havia acertado o seu contrato. Como numa bolsa de valores, os trabalhos foram abertos com Muricy Ramalho na cotação máxima. Vários telefonemas foram trocados, houve acordo quanto aos valores, mas a negociação parou quando o treinador pediu que os dirigentes santistas conversassem com o presidente do Internacional para liberá-lo.
Esse pedido não foi aceito e o segundo nome mais cotado era o de Levir Culpi, que está no Cruzeiro. Os entendimentos não evoluíram e os dirigentes passaram a conversar com treinadores desempregados. Celso Roth, que já dirigiu o time, era um nome forte, principalmente porque foi ele quem lançou Diego, William e outros jogadores no time e quem deu a verdadeira oportunidade para Robinho aparecer.
Seu nome era o mais forte no final da tarde, mas Tite, que começou o dia em cotação baixa, foi valorizado à tarde e pode ser contratado. O entendimento é o de que o time precisa de um treinador para não deixar escapar a oportunidade de conquistar a Copa Libertadores, mas ninguém garante longa vida no clube para quem for contratado agora. É que os dois nomes dos sonhos dos santistas são os de Vanderlei Luxemburgo e Emerson Leão e a ordem é esperar uma oportunidade para ter um dos dois de volta.
Demissão Oswaldo de Oliveira foi demitido durante a madrugada e à tarde, apareceu no CT Rei Pelé para se despedir dos jogadores. Ele fez um pronunciamento para explicar sua saída e disse: ''estou aqui me despedindo do Santos. Recebi a comunicação da rescisão do contrato e deixo o Santos pelas circunstâncias que todos já sabem''.
Na análise que fez do seu trabalho (16 jogos, 9 vitórias, 4 empates e 3 derrotas), Oswaldo de Oliveira comentou que ele ''não pode ser desenvolvido como queria pelas circunstâncias conhecidas por todos'', como a falta de pré-temporada e o grande número de jogadores contundidos. ''Acabei não satisfazendo alguns setores do futebol, da imprensa, não sei de onde, e não consegui dar continuidade''.

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