Oseas promete quer vai dar a volta por cima
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domingo, 24 de outubro de 1999
Por Dinoel Marcos de Abreu 
São Paulo, 25 (AE) - O atacante Oseas admite que vive no Palmeiras um dos piores momentos da carreira, desde que chegou ao Parque Antártica, há dois anos. Contratado a peso de ouro pela Parmalat, patrocinadora do Alviverde, que pagou cerca de R$ 7 milhões pelo seu passe ao Atlético-PR, ele marcou neste Brasileiro um gol. Foi na vitória por 1 a 0 sobre o Sport, dia 15 de setembro.
Vaiado pelos torcedores na goleada do Palmeiras sobre o Cruzeiro por 7 a 3, sexta-feira no Palestra Itália, pelas quartas-de-final da Copa Mercosul, o atacante foi substituído por Evair aos 11 minutos do segundo tempo. O Palmeiras perdia por 2 a 1. Com a entrada de Evair, que marcou dois no jogo, o Alviverde alcançou a goleada histórica. Oseas não considera injusto o comportamento da torcida e aposta na sua redenção no clube. "O atacante vive de gols e como não estou marcando, tenho de ouvir as vaias", lamenta o jogador.
Oseas já marcou 66 gols com a camisa do Palmeiras, muitos deles importantes como a conquista da Copa do Brasil do ano passado, na decisão contra o Cruzeiro, que deu ao Palmeiras o direito de participar da Taça Libertadores. Posteriormente, marcou o gol da vitória (2 a 1) sobre o Deportivo Cali, que levou a decisão da competição sul-americana, ganha pelo Palmeiras, para os pênaltis. "Ainda vou fazer outros gols históricos, quem sabe na decisão do Mundial Interclubes contra o Manchester", diz Oseas, que não se abate com a perda da posição para Evair. "Já virei muitos resultados saindo do banco para entrar durante a partida."
O técnico Luiz Felipe Scolari não quer entrar na polêmica sobre a disputa da posição entre Evair e Oseas. Ele está preocupado com o Palmeiras no Brasileiro. O treinador admite que a classificação da sua equipe para a segunda fase da competição continua difícil.
A rodada do fim de semana não aliviou a situação do Alviverde, que folgou. O time do Parque Antártica está na nona colocação com 27 pontos em 17 jogos. "Temos de fazer oito pontos nas quatro partidas que nos restam", diz o treinador, que considera agora cada jogo uma decisão. Assim, a partida contra o Coritiba, quarta-feira, em Curitiba, pode começar a definir o destino alviverde na competição.


