Oscar passa de coadjuvante a imprescindível
Londres - Quando a seleção brasileira está em campo, inevitavelmente os olhares de torcedores e jornalistas de várias partes do planeta se concentram em Neymar, um craque tão carismático quanto talentoso. Mas um outro integrante da equipe nacional tem merecido ser observado com tanta atenção quanto o craque do Santos. Oscar é o nome dele. Ele se firmou nos Jogos Olímpicos de Londres como o melhor meia do futebol brasileiro, apesar de sua trajetória como profissional ser bastante curta, e basta uma vitória sobre o México para Oscar pavimentar seu caminho para a Copa do Mundo de 2014.
O papel que Oscar está cumprindo na Olimpíada é exatamente aquele que parecia reservado para Paulo Henrique Ganso: ser o jogador mais criativo do meio de campo e municiar os homens de frente com passes precisos. Só que, em comparação com o santista, Oscar faz esse trabalho com evidentes vantagens: ele é um jogador com grande capacidade para ajudar na luta pela recuperação da bola e pode jogar tanto pelo meio quanto pelos lados do gramado, enquanto Ganso não é tão ativo quando o adversário tem a bola e só rende bem jogando pelo meio.
Outra virtude de Oscar que tem chamado muito a atenção de quem vem acompanhando de perto a campanha do Brasil nos Jogos é sua forte personalidade, que se esconde atrás de seu jeito discreto e da timidez.
Neste sábado, na decisão do torneio, o paulista de Americana será mais uma vez fundamental para a seleção. Se ele estiver bem - e dificilmente Oscar joga mal pelo Brasil -, os atacantes certamente receberão passes preciosos (especialmente Leandro Damião) e o time ficará muito perto da vitória. (M.S.A./A.E.)





