São Paulo, 25 (AE) - O cestinha do Campeonato Nacional Masculino de Basquete, com média de 38,2 pontos por jogo, confirmou hoje sua ida para o Flamengo. Oscar, aos 41 anos, disse que deverá assinar, quinta-feira, no Rio, um contrato com o clube por três anos. "Fico lá até 2001 e resolvi aceitar exatamente porque o clube me ofereceu um contrato longo", disse o lateral. "Na Itália sempre tive contratos de três anos e estava meio cansado de ter de procurar patrocinador todo fim de temporada." Será a primeira vez, em 28 anos de carreira, que Oscar vai jogar no Rio.
Levará com ele a maior parte do time que disputou o Nacional pelo Oscar Basquetebol Clube, com o patrocínio do Mackenzie/Microcamp, de Baueri. Seguem para o time carioca o técnico Cláudio Mortari, o armador Duda, os alas Paulinho Villas Boas e Robyn Davis, mais o pivô Josuel. Dos atletas que disputaram a última temporada pelo Flamengo permanecem o armador Rato, o ala Caio e os pivôs Pipoca e Marcelão. "Falta um pivô e dois juvenis", conta Oscar, que além de jogar vai ser supervisor do projeto do basquete para todas as categorias, bem como dar clínicas para garotos.
"Confesso que estou ansioso por jogar no time de maior torcida do Brasil." Oscar afirmou que tem tratado do assunto, desde sábado, diretamente com o presidente do Flamengo, Edmundo dos Santos Silva, e que está animado com o projeto. Espera que sua ida para o Rio fortalece o basquete do Estado. E disse ter certeza de que o basquete de São Paulo continuará forte, com times como Franca e Bauru contratando reforços.
Oscar só lamenta ter de deixar a sua casa, em Alphaville e, especialmente, a sala de troféus que recém montou, aos 41 anos de idade. "Eu nem sabia tudo o que eu tinha, estava tudo em caixas", disse Oscar que lotou três estantes, várias gavetas e tampos de mesa com mais de mil troféus, medalhas, placas, comendas e quadros recebidos ao longo de sua carreira.
Os objetos de maior importância na sala são, na sua opinião, a ordem olímpica concedida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), a rede da cesta de Havana e a medalha de ouro que trouxe dos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, em 1987, e o troféu Nélson Mandela, por uma campanha contra o racismo da qual participou em 1990.
O objeto de maior valor emocional é um aro de ferro, meio enferrujado, a primeira cesta de basquete que teve em casa, aos 13 anos. Ela ocupou a grade de uma varanda, vários muros de quintal diferentes até ganhar um espaço nobre na sala de troféus.

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