São Paulo, 29 (AE) - Oscar Schmidt está a 14 pontos de atingir a marca histórica dos 42 mil na carreira de jogador. Quem registra a excelente média de 36,9 pontos por jogo no Campeonato Nacional Masculino de Basquete (são 665 em 18 partidas), pode comemorar, com antecedência, o recorde brasileiro, que, com certeza, será consolidado na sexta-feira, quando o Mackenzie/Microcamp, de Barueri, vai enfrentar o Pinheiros. Aos 41 anos, Oscar soma 41.986 pontos. No mundo, a marca só é superada pelo ídolo do Los Angeles Lakers, Kareen Abdul-Jabbar (46.725).
"Gosto demais do que faço e acho que isso é fundamental para seguir quebrando recordes", disse Oscar. "Para ter uma idéia da minha paixão pelo basquete, basta dizer que encaro o treino como um relax e é um prazer enorme para mim sair de casa para treinar", comenta. "Acho que, enquanto eu sentir isso, enquanto treinar não for um peso, posso jogar basquete", afirma Oscar, que, apesar da idade, não tem planos para deixar as quadras.
A pontaria certeira que ajuda a formar a estatística vencedora é, na sua opinião, fruto de anos seguidos de muito treino. "Cheguei a construir uma quadra de basquete em casa - falta colocar o piso - com a linha do arremesso de três pontos, para eu ficar sempre perto da cesta", observa o astro, que afirma ter substituído, com o passar do tempo, a velocidade própria da juventude pela confiança e precisão no arremesso próprias da maturidade.
Oscar insiste em dizer que os 42 mil pontos "são só mais uma marca, que viria mais cedo ou mais tarde". E gosta de falar da excelente campanha que o Mackenzie/Microcamp vem fazendo na temporada. O time, que foi campeão paulista, lidera as competições que disputa desde julho de 1998. No Nacional, ganhou 16 em 18 jogos. "É um momento especial, que está durando", afirma. "A química desse grupo é incrível, é um time que se acostumou a ganhar e tem uma confiança natural: sabe que sempre é possível vencer, mesmo estando atrás no marcador."
Juvenis - O time dos Estados Unidos venceu o do resto do mundo - no qual jogou o brasileiro Guilherme, do Pinheiros - por 107 a 95, domingo, no encerramento do Nike Summit, na Flórida. O evento reuniu os 22 melhores jogadores juvenis do mundo. Guilherme considerou que a experiência foi "excelente" para a sua carreira. "Aprendi o quanto os norte-americanos e os europeus são pacientes e bons na defesa", afirmou o atleta. Guilherme joga amanhã, às 20 horas, pelo Pinheiros, contra o Tilibra/Copimax, de Bauru, em partida do Campeonato Nacional, no ginásio do Pinheiros.

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