Arquivo FolhaO rei da cestaOscar quase faz a média de mil pontos por ano de vida. Mas até completar 41, deverá chegar láDesafiando o tempo, os adversários e os recordes, Oscar comemorou, ontem, seu aniversário de 40 anos como o melhor jogador de basquete brasileiro da história e da atualidade. Às vésperas de completar 40 mil pontos (tem 39.733) e com uma média de 40,8 por jogo no Campeonato Nacional, ele não esconde o segredo de sua longevidade. ‘‘Muito trabalho (não é um dia ou uma semana, é toda a vida), não beber, não fumar, não tomar drogas, ter família estruturada e dormir bastante.’’
De toda a sua carreira vitoriosa, que inclui cinco olimpíadas e a conquista do Pan-Americano de Indianápolis e o Mundial de clubes, Oscar só não realizou o sonho da medalha olímpica. ‘‘Mas com tantas coisas boas na carreira, acho injusto lamentar’’, disse. Ele afirma que quer jogar pelo menos mais três anos e atuar ao lado do filho, Felipe.
Depois de apagar as velinhas do bolo em forma de quadra de basquete ao lado dos companheiros do Banco Bandeirantes, ele mesmo escolheu sua fatia: a área da linha de três pontos. ‘‘Foi aqui que passei a maior parte da minha carreira’’, justificou.
Ele já disse ter perdido a conta das comemorações e dos bolos que ganhou. ‘‘Engordei uns quilos na última semana por causa disto’’, disse. Da mulher, Cristina, e dos filhos, ele ganhou um outdoor no qual está escrito em inglês, ‘‘Simplesmente o melhor’’.
O jogador afirma que não sabe o que é crise da meia-idade mas admite que o tempo já está fazendo seus efeitos. ‘‘Estou com menos cabelo, mais rugas, pulo menos e estou menos veloz.’’
O futuro fora das quadras é incerto. Ele não descarta a possibilidade de ser candidato a um cargo público. ‘‘Mas isso ainda não está decidido’’, afirmou. Ele disse gostar da idéia de montar uma fundação. ‘‘Poderia continuar o trabalho de iniciação esportiva que procuro fazer na Secretaria de Esportes da capital.’’

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