São Paulo- O ’Mão Santa’ Oscar Schmidt, o maior cestinha brasileiro de todos os tempos, joga a temporada de despedida em uma carreira de 31 anos de basquete. Pelo Flamengo, na disputa do Campeonato Nacional, dá adeus aos fãs - com direito a homenagens de torcidas rivais nos ginásios por onde passa. Em Bauru, ‘‘foi de arrepiar’’ ser recebido por crianças e ouvir o público gritar seu nome. Aos 44 anos, completados no dia 16, Oscar sabe que tem de parar, mas não está preparado. ‘‘Daria tudo para começar de novo.’’
‘‘Pavor’’ é o sentimento que vem à mente quando imagina a vida sem o basquete. Mas, admite, muitas vezes vai além de seu limite para jogar. ‘‘Deus me fez durar até os 44 anos como recompensa, porque sempre me esforcei demais.’’ Nunca desejou fazer algo diferente de jogar basquete. ‘‘Sei que tenho de parar, mas confesso que gostaria de ficar para sempre. Não gosto nem um pouco da idéia de ir embora. Logo eu, que sempre fui o mais ’fominha’ de todos...Sei que vou morrer pela primeira vez quando parar.’’
Para conter a ansiedade, Oscar tenta ‘‘curtir cada dia, enquanto falta muito tempo para o último jogo’’ - refere-se ao fim do Nacional, que terá 17 rodadas no turno e mais 17 no returno, até dia 7 de maio, mais a fase de playoffs, que depende de classificação.

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