Oscar adia sua aposentadoria do basquete
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quinta-feira, 23 de maio de 2002
Agência Folha 
Rio de Janeiro - Após fazer suspense sobre o final da carreira, Oscar Schmidt, 44 anos, anunciou ontem que continuará jogando pelo Flamengo. Ele alegou que não poderia se despedir das quadras após o ocorrido na partida contra o COC/Ribeirão, na terça-feira, quando foi expulso depois de ter aplaudido ironicamente as marcações do árbitro Francisco Lima.
Sonhei com uma despedida digna, mas esse sonho virou pesadelo. Conversei com minha esposa e com o presidente (Edmundo Santos Silva) e vou continuar sendo o capitão do Flamengo, disse.
Apesar de ter dito que jogará o Estadual do Rio, a despedida do jogador poderá acontecer antes do início da competição. Segundo ele, a decisão de parar definitivamente será tomada de surpresa. Não marco mais o dia de parar. Se decidir que vou parar amanhã, todo mundo vai saber, afirmou.
O atleta até planeja seu jogo de despedida. Segundo ele, seriam duas partidas, em Natal e Brasília, entre o Flamengo e a seleção brasileira que ganhou o ouro Pan-Americano de Indianápolis-87.
No início do ano, Oscar disse que encerraria a carreira após a disputa do Nacional, que terminou para ele na terça, com a derrota do Flamengo para o Ribeirão Preto por 84 a 78. Com a vitória, a equipe paulista fechou a série em 3 a 0 e chegou às semifinais.
Oscar também contou que iniciou a carreira de dirigente do Flamengo e que tem um projeto para amenizar a crise financeira do clube. Quero ajudar no basquete, no futebol, no que for, disse ele, acrescentando que sonha em ser presidente do Flamengo.
Oscar voltou a criticar o juiz da partida de terça. Segundo ele, sua expulsão foi um ato de revanchismo: Todos os juízes já foram aplaudidos ironicamente. Ele perdeu a cabeça violentamente. Para ele, falta profissionalismo aos juízes. Os árbitros brasileiros usam o basquete como um bico. Tem que ser profissional, como no resto do mundo, reclamou.
Oscar reafirmou o sonho de presidir a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) ao lado de Hortência. Acho que muita coisa pode melhorar, principalmente essa história dos patrocinadores deixarem o basquete para investir em outros esportes, disse.


