Tem pessoas com uma capacidade incrível de arrumar confusão. Tem cheiro de encrenca. Todo mundo tem um amigo assim. É aquele cara que, quando você está com ele no bar tomando uma cerveja sossegado, acontece uma briga lá do outro lado, os briguentos vem embolando, caindo e envolve seu amigo que não tinha nada a ver com a história. Resultado: todo mundo para a delegacia. E, lógico, tem as figuras que procuram estar no olho do furacão.
No futebol brasileiro temos alguns personagens assim que atraem confusão como se fossem um pára-raio em meio a uma tempestade. Por exemplo: Edmundo. É ele estar por perto e as nuvens negras começam a se formar. Alguém se lembra de algum clube que jogou que saiu de bem com a vida, sem encrenca? No Vasco brigou com Romário; no Santos brigou com os diretores; no Palmeiras os dirigentes arrepiam só de ouvir falar em seu nome. Isso sem falar no acidente de carro que esteve envolvido, e responsabilizado, quando uma pessoa morreu. Na sua volta ao Brasil há poucas semanas já arrumou confusão. Na primeira partida que fez pelo Cruzeiro foi expulso.
Outro personagem que tem o mesmo estigma é Marcelinho Carioca. Entra ano sai ano e ele está envolvido em alguma polêmica. Chegou a contratar uma assessoria de marketing para ver se melhora a imagem. Os marqueteiros o colocaram para visitar hospitais, orfanatos, posar de bom menino. Mas é só aparecer uma oportunidade e lá está ele no olho do furacão.
Faz orações antes de entrar em campo, e esquece tudo quando pisa no gramado e nos adversários.
É uma uruca só.
Para não ficar só nesses dois temos ainda nesse time, entre novos e antigos, o Válber, Paulo César Caju, Almir Pernambuquinho, Beijoca, e tantos outros que pisam ou já pisaram nos gramados brasileiros e ficaram mais conhecidos pelas encrencas que arranjaram do que pelo futebol que praticavam.
- Um amigo mandou um email comentando que já está se achando velho. Disse que estava vendo um dos jogos do Brasil na Copa América e dizia a um sobrinho, que sofria com ele, a saudade que tinha dos pontas. ‘‘Lembra quando o Jô Soares fazia aquela brincadeira: ponha ponta Tel꒒. O humorista reclamava que as seleções de Telê Santana, em 82 e 86, não tinham jogadores com função específica de jogar pelas pontas. ‘‘Hoje temos os alas que não conseguem exercer a função de ponta. Não sabem nem cruzar. Pior de tudo é que o meu sobrinho perguntou: o que é ponta tio? Estou ficando velho mesmo’’.
- Marcelinho Carioca está na famosa sinuca de bico. O ambiente no Corinthians não lhe é favorável. Por outro lado os times que poderiam contratá-lo sabem o que isso significa. Levam um ótimo jogador, mas com ele todos os problemas e casos que ele costuma criar. E, diga-se de passagem, não são poucos.
- Depois de aguentar a gozação dos argentinos por causa da desclassificação do Brasil pela seleção de Honduras, no futebol, agora temos que engolir outro sapo. Os argentinos ficaram com a taça do Sul-Americano de Basquete, adivinhem em cima de quem?

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