Os meninos de Ancelotti e sonho do hexacampeonato
O Brasil dos dribles, das jogadas ousadas, do improviso e da técnica apareceram em muitos momentos na vitória sobre Senegal
PUBLICAÇÃO
domingo, 16 de novembro de 2025
O Brasil dos dribles, das jogadas ousadas, do improviso e da técnica apareceram em muitos momentos na vitória sobre Senegal
Julio Oliveira 

O amistoso contra Senegal apagou a má impressão deixada na derrota para o Japão. O Brasil voltou a ser um pouco Brasil, aquele da vitória sobre a Coréia do Sul. O time senegalês, superior aos asiáticos, eleva a análise do futebol apresentado por uma seleção já com cara de formação básica definida.
O Brasil dos dribles, das jogadas ousadas, do improviso e da técnica apareceram em muitos momentos. Organização e solidez em nomes que realmente vão estar na Copa, daqui a sete meses. Há poucas dúvidas. E é a nova geração que terá que alimentar o sonho do hexacampeonato.
Um grande técnico se forma na capacidade de potencializar seus jogadores, muito mais do que aparentar ser um gênio de tática e soluções. Ancelotti recebeu uma seleção sem histórico algum. Muitos nomes testados, poucos confirmados, exatamente pelos modelos utilizados que não deram certo. Agora é diferente. Nomes e estilo de jogar se formataram respeitando a característica brasileira de jogar futebol, obviamente pelos jogadores que permitem isso.
Ancelotti está resgatando Vini Jr. e Rodrygo, e deixando Estevão ser protagonista sem ter peso. E ainda há João Pedro e Raphinha, que podem tranquilamente se equivaler em desempenho. Todos de uma nova geração, que confiam num técnico que mudou todo o jeito de como um comandante da seleção se relaciona com imprensa e torcida.
Nesta seleção, todos são menores que Ancelotti. E já perceberam. E o Brasil tem ganho com isso. Mas não é o “maior” que se utiliza dessa condição para impor respeito, e sim a naturalidade com que trabalha para mostrar quem devem ser os protagonistas, e também como eles têm que ser comprometidos para atingir esse objetivo.
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Vamos ter um time na Copa melhor do que imaginávamos. Um grupo que está aprendendo que história se faz com o coletivo e não com a individualidade. Vai ser uma grande seleção, de verdade. A seleção de Ancelotti, cheia de meninos. Os meninos de Ancelotti.





