Os clássicos são a lei!
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segunda-feira, 09 de março de 2015
VALDOMIRO NETO<br>[email protected] 
Antes de começar a rodada, havia três times invictos no Paulistão. Terminado o domingo, sobraram dois. Um confronto direto reduziu o seleto grupo. O Corinthians venceu o São Paulo, o que tem se tornado rotina no Majestoso, e tirou do Tricolor a condição. O mesmo Corinthians que é o responsável por outro arquirrival, o Palmeiras, não ter campanha
irretocável no Estadual. A mancha é aquele 1 a 0 no primeiro embate da história do novíssimo Allianz Parque. A vitória doVerdão cheio de reservas sobre o Bragantino, no sábado, cravou a sexta seguida do time no ano. Não fosse o Corinthians...
O outro invicto é o Santos, que só medirá forças com o Corinthians na penúltima rodada e terá a chance de mostrar que mesmo com elenco mais tímido não faz boa campanha à toa. Que não é fogo de palha. O Peixe, que vive o absurdo contexto de ter demitido o treinador com ótima campanha, passou sem muito esforço pelo Botafogo por 3 a 0 e manteve o posto de líder de grupo com mais gordura para queimar. Além do alto rendimento, a equipe praiana se favorece, e muito, da fragilidade dos companheiros de chave.
No Morumbi, o Corinthians venceu o terceiro clássico no ano com um script que insiste em sobressair. Não leva gols desta vez, muito em função de Cássio, que pegou pênalti de Ceni - e tem precisão assombrosa para decidir quando precisa. O fato de o gol da vitória ser de Danilo apenas corrobora esse roteiro rotineiro. O meia tem vocação para decidir grandes jogos e não aposenta esse hábito nunca.
Se os triunfos de Palmeiras e Santos são redundantes nestes tempos em que quase nunca times do interior fazem cócegas nas grandes camisas, o do Corinthians no Morumbi foi atordoador para os são-paulinos. Eis que agora são 13 jogos em que o São Paulo não derrota o oponente paulistano em sua casa. Uma marca espantosa!
Há alguma vida fora do chamado G4. Os tradicionais Mogi Mirim, Portuguesa e Ponte Preta caminham firmes para a classificação, o que serve para honrar seus nomes. Em especial a Lusa, tão alquebrada nos tempos recentes.




